Escolas dão show quando o assunto é inclusão


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MÃOS QUE FALAM - A professora Meire Bertanha posa em frente aos alunos da 1ª série da Escola “Farid Salomão” durante ensaio de música que eles “cantaram” na linguagem dos sinais
MÃOS QUE FALAM - A professora Meire Bertanha posa em frente aos alunos da 1ª série da Escola “Farid Salomão” durante ensaio de música que eles “cantaram” na linguagem dos sinais
A inclusão de alunos portadores de algum tipo de deficiência física nas escolas públicas de Franca e região já é uma realidade. Hoje, nos dez municípios da região, são 334 alunos matriculados em escolas municipais e estaduais. Para receber esses alunos “especiais”, as unidades de ensino tiveram que se adaptar. Construíram rampas, instalaram barras, capacitaram professores e trabalharam a conscientização dos demais estudantes. Não satisfeitas, algumas escolas foram além. Professores e diretores se engajaram em desenvolver projetos próprios para proporcionar mais conforto para os deficientes e, assim, melhorar a qualidade de ensino. Em Patrocínio Paulista, dez alunos estão inclusos no ensino básico. Um deles é Ana Carolina da Cruz, 13, que cursa 5ª série na Escola Municipal “Jorge Faleiros”. Como não enxerga, a estudante ganhou a solidariedade da professora Margaret Aparecida, que envia cartas para artistas e políticos pedindo equipamentos para portadores de deficiência física. Ela já conseguiu cadeira de rodas, notebook e a máquina de braille que foram doados para os estudantes. Em Ribeirão Corrente, só agora, aos 10 anos, Fernando Silva Reis conseguiu ingressar na 1ª série da Escola Municipal “Farid Salomão”. Por ser portador de deficiência auditiva, não conseguia estudar com os demais colegas, já que os professores não sabiam se comunicar com ele. Até que a professora Meire Bertanha entrou em sua vida. Comovida com o “aluno especial”, ela aprendeu a linguagem dos sinais e hoje conversa com Fernando e ensina os demais alunos a fazerem o mesmo. “A minha intenção era que ele conseguisse interagir com os colegas e fazer amigos”, disse. A linguagem dos sinais também deverá ser implantada nas escolas municipais de Restinga, onde estudam 13 alunos. O secretário de Educação, Jorge Eurípedes, disse que está sendo estudado um modo de implantar cursos de libra para os professores. Enquanto isso não acontece, os “alunos especiais” da Escola Municipal “Lázaro Cassimiro de Lima” contam com o apoio de um computador adaptado para que possam fazer os trabalhos escolares. [FOTO2] No Centro Municipal de Educação Infantil “Aparecida Guilherme Garcia”, em Cristais Paulista, tem um aluno com paralisia cerebral. Ele chegou no ano passado e, desde então, a escola se adaptou para recebê-lo. Em Franca, há 207 deficientes inseridos no ensino escolar normal. Os programas são realizados de acordo com as adaptações curriculares de cada sala de aula.

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