Professora ensina a linguagem dos sinais


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Em Ribeirão Corrente, a iniciativa da professora Meire Bertanha de ensinar a seus alunos a língua dos sinais começou depois que ela recebeu em sua sala de aula o aluno Fernando Silva Reis,10. A criança, que é surda, só agora ingressou na 1ª série da Escola “Farid Salomão”. Para conseguir integrá-lo com os colegas na sala de aula, ela aprendeu a linguagem dos sinais e hoje ensina para todos os alunos da classe. A idéia de Meire chamou a atenção de outros professores e da comunidade que estão freqüentando um curso de libras ministrado pelas professoras Cláudia Alcântara e por Denise Alves. “A primeira turma de 22 alunos se formará na próxima quarta-feira. Vamos intensificar o curso no próximo ano”, disse Denise. No começo da inclusão, a mãe de Fernando, Marinalva Reis, tinha medo de que ele não se adaptasse. “Tentei outras vezes colocar ele na pré-escola, mas, como não conseguia se adaptar, não foi possível. Hoje o Fernando adora ir para a escola”, disse. Na Escola Municipal “Jornalista Granduque José”, estuda Adenilce Angélica de Souza, 17, que é deficiente auditiva e cursa a 7ª série. Para o professor de inglês da turma, Luís Alexandre Machado, 35, aprender a falar com os surdos foi um grande desafio. “É complicado porque eles não formam a frase por inteiro, não conseguem usar artigos e nem preposições. A Adenilce tem uma atenção especial nas aulas”, disse. Ele defende a inclusão. “É bom para as duas partes, para os deficientes e também para os demais alunos que interagem e não têm preconceito”. Os professores da Escola Municipal “Farid Salomão” utilizam o site www.acessobrasil.org.br para trabalhar com os alunos. A estudante Tatiana Cristina Garcia, que cursa a 7ª série e não tem nenhuma deficiência, usa o site para se comunicar com os colegas. “Eu achei muito interessante. Consegui aprender várias frases”.

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