Quitanda do Colégio Agrícola disputa prêmio nacional


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EMPREENDEDORES - Os estudantes (em sentido horário) Rayane Assis, Elaine Cristina, Guilherme Souza, Luís Paulo e Michelle Camilo mostram os produtos agrícolas vendidos na Quintada Es’cológica do Colégio
EMPREENDEDORES - Os estudantes (em sentido horário) Rayane Assis, Elaine Cristina, Guilherme Souza, Luís Paulo e Michelle Camilo mostram os produtos agrícolas vendidos na Quintada Es’cológica do Colégio
Um projeto de produção e venda de hortaliças e outros produtos orgânicos como doces, queijos e ovos na Escola Técnica Estadual “Carmelino Corrêa Júnior”, mais conhecida como Colégio Agrícola, em Franca, pode ganhar reconhecimento nacional nesta semana. Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, a unidade concorre, em Brasília (DF), ao primeiro lugar no Prêmio Técnico Empreendedor 2008. A premiação é uma realização do MEC (Ministério da Educação), Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Sebrae. O prêmio foi criado para incentivar as atividades de empreendedorismo e cooperativismo entre estudantes de escolas técnicas do País. O Colégio Agrícola de Franca é um dos três finalistas na categoria cooperativismo, mas a premiação também inclui as categorias livre e inclusão social. Antes de chegar à etapa nacional, a unidade local venceu 120 inscritos da região Sudeste. Se vencer, o prêmio em dinheiro é de R$ 5 mil mais troféus. O projeto francano consiste numa “Quitanda Es’cológica” que comercializa para a comunidade interna da escola legumes, hortaliças, doces e queijos. “Montamos toda a estratégia mercadológica da quitanda, as formas de comercialização e a colocamos em prática”, explicou a professora de Agricultura Orgânica e orientadora do projeto, Gisele Pereira Avelar. Além de Gisele, o trabalho teve a participação de outros dois professores e de cinco alunos da instituição. A partir do próximo ano, o intuito desses novos empreendedores é abrir a quitanda para as donas de casa dos bairros vizinhos ao colégio e toda a população interessada. Para a professora, a elaboração total do projeto cumpriu o objetivo de promover o empreendedorismo e a criatividade dos alunos. Outro papel importante foi a discussão da educação ambiental e o aprendizado de todas as etapas para a montagem de uma quitanda, da produção à venda final. “Ficar entre os três finalistas da categoria na etapa nacional foi a coroação do trabalho. Estávamos confiantes, mas foi uma grata surpresa”, disse Gisele. Durante a viagem para divulgação do prêmio, professora e estudantes aproveitarão para conhecer a capital brasileira. O passeio deve durar toda a semana e a expectativa pelo retorno é a melhor possível. “Queremos voltar com o primeiro lugar. Os alunos vão dividir o dinheiro e o prêmio dos professores será aplicado na construção de uma estufa e no incremento do projeto”.

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