Casos de conjuntivite disparam na primavera


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TEMPO SECO - Morador do Jardim Cambuí caminha em uma das ruas de terra do bairro: poeira e tempo seco favorecem o aparecimento de doenças como a conjuntivite
TEMPO SECO - Morador do Jardim Cambuí caminha em uma das ruas de terra do bairro: poeira e tempo seco favorecem o aparecimento de doenças como a conjuntivite
Não são só as flores que chegam com a primavera, que teve início no último domingo. No Pronto-socorro “Dr. Janjão”, aumentou sensivelmente o número de atendimentos a pacientes que sofrem de conjuntivite. Em média, 20 pessoas passam diariamente pelo local buscando atendimento junto aos médicos de plantão. Os números foram fornecidos por Renato del Bianco, médico que ocupa a chefia do pronto-socorro. Os hospitais particulares da cidade não informaram o número diário de atendimentos. De acordo com o oftalmologista Mário José Maglio Junior, a conjuntivite, principalmente do tipo viral, se alastra com mais facilidade nesta época porque as pessoas ficam mais próximas umas das outras quando ocorre queda de temperatura. “É natural que nos dias frios as pessoas tenham um contato mais próximo, situação propícia para que ocorra o contágio, que pode acontecer pelo ar ou pelo contato físico com quem está doente”. De acordo com o médico, não existe nenhum medicamento que acelere o processo de recuperação das pessoas acometidas pela conjuntivite viral. “Esta doença tem um ciclo parecido com o da gripe, que dura em média dez dias. Só podem ser aplicadas medidas que aliviam o desconforto, como lavar os olhos”, completou Maglio. Há duas semanas, o estudante Camilo de Mello Ribeiro contraiu a doença. “Não sei exatamente como peguei conjuntivite, mas comecei a sentir os primeiros sintomas após ir a uma festa. No dia seguinte, acordei com os olhos coçando e com muita secreção. O médico diagnosticou a conjuntivite, que me incomodou muito”. As doenças respiratórias também levam um grande número de pessoas aos consultórios médicos nesta época do ano. Os atendimentos chegam a crescer 30%. “Os casos de rinite e outras reações alérgicas, como a asma, ainda são um rescaldo do inverno, mas somam um grande número de atendimentos. No caso das alergias, o problema é agravado porque durante o inverno as partículas de pólen ficam suspensas no ar”, disse o pneumologista Marcelo de Paula. TUDO LIMPO Mesmo durante a primavera, quando a umidade do ar não atinge índices tão baixos, são requeridos alguns cuidados para evitar problemas respiratórios. “O ideal é manter os ambientes arejados. O chão não deve ser varrido, mas limpo com um pano úmido. A roupa de cama deve ser trocada constantemente para evitar o acúmulo de partículas que possam causar alergias”, disse Marcelo de Paula. Estas dicas também servem para prevenir o contágio da conjuntivite viral.

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