Jovens capoeiristas trocam de corda no sábado


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Emerson Ribeiro da Silva (em pé) e Ítalo Guilherme Souza, integrantes do Projeto Veredas, apresentam-se no sábado, no Ginásio do Leporace
Emerson Ribeiro da Silva (em pé) e Ítalo Guilherme Souza, integrantes do Projeto Veredas, apresentam-se no sábado, no Ginásio do Leporace
Mestres e monitores de capoeira se emocionaram, no sábado à tarde, durante a cerimônia de troca de corda de 20 garotos e garotas realizada no Ginásio do Leporace. Os jovens capoeiristas, com idades entre 4 e 14 anos, participantes do evento estão no projeto social Veredas, desenvolvido no Recanto Elimar. O mestre Cauê, que mantém trabalho social com a capoeira em nove núcleos espalhados pela cidade de Jundiaí, disse que o esporte exige que as crianças criem responsabilidade. “A capoeira disciplina, promove o desafio e a superação de obstáculos. E ela atrai qualquer um pela música. Eu duvido que alguém resista ao ouvir o ritmo do toque de um berimbau”. Outro a falar com propriedade sobre o assunto foi o mestre Reginaldo Santana, criador do grupo Nosso Senhor do Bonfim, em 1978, que hoje tem mais de cem unidades filiadas no Brasil, Alemanha, França e Inglaterra. Franca faz parte do mesmo grupo. Santana, que é policial militar aposentado e vive em Passos (MG), disse que é possível conquistar muitos sonhos com a capoeira. “Venho de uma família pobre, do sul da Bahia. Nunca imaginei que iria para o exterior, por exemplo, e fui por causa da capoeira.” O garoto Ítalo Guilherme de Souza, 11, entrou no terceiro nível, chamado também de terceira corda, e comemorou. “Comecei porque minha professora, Elaine, me chamou e estou gostando. Mortal é o que mais gosto de fazer”, disse ele, falando sobre um dos golpes.

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