Os investigadores do 2º Distrito Policial conseguiram desbaratar uma quadrilha especializada em clonar veículos. Sete carros foram apreendidos somente na cidade de Franca. Um deles estava em poder de um promotor de Justiça. O Astra ano 2001 estava com a numeração do chassi e do motor remarcados. O veículo estranhamente conseguiu ter os documentos transferidos para uma cidade de Minas Gerais. A polícia acredita que outros 80 carros estariam circulando na mesma situação.
As investigações começaram há cerca de três meses, após a polícia ter prendido o sapateiro RAP, 30, no Parque Vicente Leporace com uma pistola 765 dirigindo um Astra. Na casa dele, foi apreendido também um Vectra. Os dois veículos eram clonados. Interrogado, o homem disse ter comprado o Astra de um comerciante na Avenida Orlando Dompieri e o Vectra de um ex-policial militar.
“Ficou apurado que o Vectra era produto de roubo. Conseguimos mandado de busca e fomos na casa do ex-policial, onde encontramos uma Parati, que teve seus sinais de identificações adulterados. O carro foi documentado em Cássia e estava no nome da filha do suspeito”, disse o delegado João Walter Tostes.
Conforme o cerco ia se fechando em torno da quadrilha, os investigadores apreenderam mais quatro veículos. Um Fox Cross ano 2005, dois Astras e uma Caravan. Todos estavam circulando com documentos originais feitos a partir de chassis falsos.
“Descobrimos que a quadrilha ‘esquentava’ carros roubados com documentos de veículos adquiridos num leilão em Belém do Pará. O ex-policial e o dono de um desmanche de Franca foram naquele Estado e compraram 85 carros cujos documentos estão sendo usados neste processo”, disse Tostes.
Durante o processo de investigação, a polícia conseguiu recuperar um Astra ano 2001, que foi roubado. O veículo estava em poder de um promotor de Justiça da cidade de Cássia (MG). Segundo ele declarou à policia, ele teria trocado uma caminhonete F 250 financiada por dois carros com o dono do desmanche em Franca. “Ele disse que pegou em troca o Astra e um Passat importado, que também está sendo alvo de investigação. O Astra estava com a numeração do chassi e do pára-brisa remarcada. O promotor disse que não sabia que o carro era roubado”, disse Tostes.
O inquérito que apura a ação da quadrilha está em fase de conclusão. Segundo o delegado, sete pessoas estariam envolvidas.
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