O pivô Willian Drudi chegou em Franca em janeiro de 2007 falando que assinara um contrato de apenas seis meses e que tinha a intenção de voltar ao Chile, onde ele jogou no Club Deportivo Valdivia. Sua contratação era para o Campeonato Nacional 2006/2007 e a Liga Sul-Americana e só. O jogador foi ficando, ficando, já completou duas temporadas no Franca Basquete e atualmente tem se mostrado um dos atletas mais regulares do time.
No Campeonato Paulista 2008/2009 ele é o cestinha da equipe, com 77 pontos marcados em quatro jogos. Quinta-feira, ele marcou 20 contra o Internacional, em Santos e deixou a quadra como maior pontuador do jogo. Nos rebotes, também, por enquanto, foi imbatível. Pegou 33 bolas no garrafão e é o reboteiro do grupo.
Até nas assistências, fundamento que não é exatamente característica de um pivô, Drudi também se destaca, pois já tem sete jogadas que resultaram em cestas de seus companheiros. Estes números exigem que o técnico Hélio Rubens coloque o atleta para jogar, no mínimo, 28 minutos por partida. Como comparação, o armador Helinho fez 58 pontos nos últimos quatro jogos do time pelo Paulista. O jogador é o único a ficar mais tempo em quadra do que Drudi na relação de todas as partidas e supera o colega de equipe no quesito assistências, sua especialidade - fez 27.
Ao invés de se enaltecer seu desempenho individual, Drudi adota o estilo humilde. "Tudo isso aí é trabalho coletivo. É que estou sobrando mais livre e conseguindo converter. É uma coisa normal. Não importa quem vai ser o melhor jogador, o importante é o time vencer", declarou ontem.
Willian Drudi, que se tornou pai neste ano, disse que o técnico Hélio Rubens Garcia tem focado em suas preleções aos jogadores que quem estiver melhor colocado para arremessar deve arriscar. "É uma alegria imensa (conseguir acertar os chutes). A gente chega em casa e comemora com toda a família", assumiu ele.
Outro fator que tem contribuído para que ele apareça nas estatísticas como maior pontuador do Vivo/Franca Basquete é a ausência do ala Márcio Dornelles. O jogador está com estiramento muscular na panturrilha direita e ainda não jogou no campeonato. Ele é um dos maiores pontuadores do grupo. Dornelles tem volta prevista para o confronto contra o Limeira, em 2 de outubro.
Na Supercopa, por exemplo, Márcio ficou à frente de Drudi no quadro de cestinhas, com média de 16,19. Rogério também não está com sua tradicional mira de três pontos calibrada e tem pontuado no Paulista abaixo do que fez também na Supercopa, quando teve média de 17,11. Naquela competição, Drudi teve média de 15,66 e neste Paulista, até agora, sua marca é 19,25 pontos por jogo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.