Os dezesseis presos ligados à facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram ouvidos ontem no Fórum de Franca. Todos são acusados de envolvimento com a distribuição de drogas em vários bairros da cidade. Grampos telefônicos autorizados pela Justiça flagraram o bando trocando informações e negociando entorpecentes.
Um aparato de segurança, com policiais civis fortemente armados, deu tranqüilidade durante a oitiva dos presos, que durou toda a tarde.
Os criminosos vieram de quatro presídios do Estado de São Paulo, onde estão recolhidos desde outubro do ano passado. A quadrilha francana foi presa numa ação da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).
Nas escutas, a polícia descobriu que o traficante Bruno Alves de Souza, o “Brunão”, chefiava o bando de dentro da penitenciária de Valparaíso. Durante as investigações, foi interceptado pela polícia um carregamento de 50 quilos de maconha na Rodovia Cândido Portinari. A droga estava num táxi, alugado pelos traficantes.
O promotor do caso, Wilson Rogério de Souza, acusa os 16 presos de associação ao tráfico de drogas. Segundo ele, as escutas são claras. “O bando vendia a droga em Franca e era comandado por um detento. Tudo ficou comprovado nas conversas através de um celular”, disse Wilson Souza.
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