Pelé pisou nos tomates


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Estava eu num salão de cabeleireiros folheando a revista ‘Época’, quando deparei com uma entrevista concedida pelo ex- craque Pelé. Ao folheá-la encontrei cutucadas dele no grande Mané Garrincha, atitude covarde, pois o ‘Cambotinha de Ouro’ não está mais aqui para se defender, nem acredito o fizesse, tão desarmado de espírito era. Pelé revelou nunca ter sido amigo de Garrincha. Também disse que não foi ao sepultamento de “Mané” porque além de não gostar de enterro, não tinha amizade nenhuma com ele. Ora, que eu saiba, tirando o folclórico César, ex-centroavante do Palmeiras, ninguém gosta de enterro. Além disso, se Garrincha, a vida inteira amigo de todos, inclusive dos animais, não era amigo de Pelé, no mínimo foi seu colega. Pelé devia, isto sim, agradecer a Deus ter tido companheiro que tantas bolas lhe passou. Na Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil levantou na Suécia o seu primeiro título mundial, Pelé começou a ficar famoso e conhecido no mundo todo graças a Garrincha, que entortava os adversários e dava as bolas açucaradas para ele, Vavá e outros atacantes marcarem. A história mostra que a Seleção Brasileira jamais perdeu uma partida sequer com Pelé e Garrincha jogando juntos. Eram parceiros, qual a razão então para Pelé falar mal de Garrincha? Seria porque especialistas do futebol consideram “O Anjo de Pernas Tortas” um dos maiores jogadores da história em todos os tempos? Pelé não gosta de ser comparado a ninguém, basta se lembrar da polêmica com Maradona. Detesta ver sua fama de “melhor do mundo” contestada. Pelé, isso também afirmo com convicção de quem acompanhou os dois jogando, nunca foi melhor do que Garrincha, nem dentro nem fora do campo. Garrincha era uma criança, quem o conheceu pode atestar minha afirmação. Fazia mal apenas a ele, bebendo em exagero. A última vez que estive com Garrincha, em São Paulo, quando ele fazia parte dos “Milionários”, um time de ex-craques de futebol que dava espetáculos, fiquei penalizado com a situação em que se encontrava. Eu o carreguei do bar para o apartamento onde se hospedava. Com dificuldades, estendeu-me a mão e agradeceu. Em campo, ninguém foi mais brasileiro que Garrincha. Irreverente, moleque e imprevisível, sua fama continua viva, mesmo para quem nunca o viu jogar. O craque Garrincha foi um pouco como o Brasil: analfabeto, caipira, pés descalços, mais esperto que inteligente, intuitivo, pouco saudável. Com aquelas pernas tortas, arqueadas para o mesmo lado, numa aberração anatômica que levou um ortopedista a classificá-lo como aleijado, nem poderia equilibrar o próprio corpo, quanto mais jogar futebol. O Garrincha dos dribles infernais, sempre pela direita, conhecido, manjado, previsível, mas inevitável, e que, ao derrubar marcadores genericamente chamados de “João”, levava os estádios a uma gargalhada só. As arquibancadas eram mais felizes diante dele, o Garrincha meio Chaplin, meio Mazzaropi, entre o gênio e o matuto, impossível de acontecer - como o País onde nascera - e que ainda assim acontecia. E como. Pelé sempre foi aproveitador e de caráter duvidoso, basta ver o que ele fez à filha Sandra Regina que morreu de câncer sem que ele a reconhecesse. Na verdade, nem mesmo ao enterro da moça compareceu. Resolveu agora abrir a boca para falar mal de Garrincha. Mais uma vez pisou nos tomates, principalmente porque Manuel dos Santos, o Mané Garrincha, desde 20 de janeiro de 1983 não está entre nós. Lamentável! NOTA 10 Essa foi enviada pelo amigo Garcia Netto. Numa prova do Curso de Química, foi feita esta pergunta: qual a diferença entre solução e dissolução? Resposta de um aluno: colocar um dos nossos políticos num tanque de ácido para que dissolva é dissolução. Colocar a todos é uma solução! BODAS DE PRATA O casal amigo Luiz Victorelli Filho e Sueleni comemorou 25 anos de casamento na última terça-feira, dia 23. Victorelli, serralheiro conhecido em Franca, profissão que aprendeu com seu pai já falecido, festejou as Bodas de Prata ao lado dos filhos Douglas e Renata e de amigos íntimos. Um amor compartilhado durante 25 anos e fortalecido nas alegrias e desafios do dia-a-dia inspira os que, com vocês, viveram essa emoção. Parabéns! NEGATIVO Desde o dia 12 deste mês o trabalho doméstico para menores de 18 anos está proibido no Brasil. Entrou em vigor decreto assinado pelo presidente Lula, que lista as piores formas do trabalho infantil. Segundo o IBGE o decreto exige a retirada do mercado de 245 mil pessoas com idade entre 16 e 17 anos. A medida, sem dúvida, vai prejudicar as famílias desses jovens que ajudam no orçamento doméstico. A maioria, jogada às ruas, terá dificuldade de conseguir emprego, restando-lhes apenas duas opções: mendicância ou criminalidade. POSITIVO A rede de lojas Magazine Luiza abriu, na última segunda-feira, 44 lojas em São Paulo, quatro delas no ABC Paulista. Até dezembro serão 52 lojas no total. A intenção é que em 2010 a rede tenha cem estabelecimentos na Grande São Paulo e Litoral. A rede Magazine Luiza em 2002 tinha 127 lojas. Em seis anos aumentou para 448 unidades. Orgulho do povo francano. PAULISTAS X CARIOCAS Um paulista no Rio de Janeiro entra numa loja e pergunta ao atendente: - Vocês têm penico ? Preciso comprar um. O vendedor responde: - Sim, mas aqui no Rio, penico é conhecido como ‘paulista.’ Sem se alterar, o paulista pede um. O vendedor então indaga: - Que tamanho o senhor quer o ‘paulista’ ? Tranqüilo, o paulista responde: - Do tamanho que possa caber dois quilos de cariocas. Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

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