Considero pernicioso o estreitamento entre a religião e o Estado. Exemplos não faltam pelo mundo afora. Aos poucos está se formando no Brasil o conceito de ‘povo de deus’ ou ‘povo evangélico’, com bancadas cada vez maiores de líderes religiosos nas câmaras federal e estaduais, com o franco proselitismo dos meios de comunicação. Nota-se também que muitos veículos (impressos e televisivos) apóiam descaradamente esta ou aquela linha religiosa. Na minha opinião, os donos dos meios de comunicação não devem perder de vista a sagrada missão de informar e levar cultura aos cidadãos com a devida isenção ideológica e religiosa. Embora não professe nenhuma religião, considero louváveis movimentos como o Hallel e outros que, de forma saudável, reúnem jovens em congraçamento saudável, afastando-os das seduções perigosas de nosso mundo ‘moderno’. Ainda assim entendo que é preciso preservar o laicismo do Estado, até mesmo para salvaguardar a diversidade de pensamento. Também não custa lembrar a já surrada frase: o povo – principalmente os jovens – carece mesmo é de cultura. (O leitor se manifesta sobre pontos de vistas, publicados na seção cartas e disponíveis para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=34427)
José da Silva
Franca - SP
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