Policiais vão à Câmara explicar paralisação


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Policiais lotaram o plenário durante manifestação na Câmara Municipal realizada ontem. Policiais estão em greve por melhores salários e receberam apoio dos vereadores
Policiais lotaram o plenário durante manifestação na Câmara Municipal realizada ontem. Policiais estão em greve por melhores salários e receberam apoio dos vereadores
O Plenário da Câmara esteve lotado ontem de policiais civis, familiares e simpatizantes da greve desencadeada pela categoria desde o último dia 16 de setembro. Os policiais utilizaram a tribuna da Câmara para esclarecer o motivo da greve e as ações que estariam sendo tomadas pelo governo do Estado para descaracterizar o movimento. O delegado Adolfo Domingos, responsável pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, disse que a manifestação serviu para mostrar à comunidade a insensibilidade do governo do Estado no tratamento salarial e nas condições de trabalho dos policiais civis. “Nós hoje recebemos o pior salário do País”. Para o delegado Alan Bazalha Lopes, do 2º Distrito Policial, a presença dos policiais na Câmara demonstrou a união dos grevistas. “A presença maciça de policiais mostra que o movimento está coeso. Os policiais estão unidos e, pelo que parece, por intransigência do governo, não teremos acordo”. Como resultado da manifestação, os policiais conseguiram uma moção de apoio da Câmara ao movimento. Além disso, o presidente da Casa, Joaquim Ribeiro, disse que enviaria uma cópia da moção a outras câmaras da região. “Existe esta dificuldade (os baixos salários) que tem que ser resolvida em volta de uma mesa. O governo precisa receber as lideranças, conversar e entrar em um acordo”, disse o vereador. Os policiais civis pedem aumento salarial de 15% para 2008 e dois reajustes de 12%, que seriam aplicados em 2009 e 2010. Os civis solicitam ainda uma segunda etapa na reestruturação da categoria. Já o governo oferece R$ 500 milhões em aumento de salário para toda a Polícia Civil, o que daria um aumento médio de 7%. Na última sexta-feira, o governador do Estado, José Serra (PSDB), endureceu o tom, anunciou que descontaria os dias parados e que promotores assumiriam as investigações policiais. A adesão à greve também causa divergência. Segundo a Adpesp (Associação dos Delegados do Estado de São Paulo), 100% dos DPs (Distritos Policiais) do interior estão apoiando o movimento. Já o governo trabalha com 40%. Ainda ontem, a Secretaria de Segurança Pública afastou o presidente da Adpesp, Sérgio Marcos Roque, do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) para outro departamento, o que causou uma série de mudanças na Delegacia Geral de Polícia.

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