Em uma tribo indígena, os adolescentes passam por uma cerimônia de introdução cultural para entrar na fase adulta. Os Karajás realizam a Hetohoky, uma festa em que os jovens tem furado o lábio e participam de competições como corrida e lutas. Os Xavantes isolam os meninos para que aprendam a serem adultos e só depois disso eles voltam à aldeia.
Na natação, há fases que os competidores precisam passar para chegar à categoria absoluta, a que inclui nadadores adultos e de onde surgem os campeões olímpicos e mundiais. O francano Renato Barufi conseguiu na sua transição conquistar importantes resultados dentro das piscinas. Agora, ele se prepara para entrar no absoluto a partir do próximo ano e enfrentar os verdadeiros "tubarões".
Somente neste ano, quando ele ainda compete pela categoria júnior II, já foram três convocações para a seleção brasileira. Até agora foram cinco medalhas de ouro e um recorde brasileiro (4min34s60 nos 400 m medley Brasileiro júnior II), e ainda faltam pelo menos duas competições para encerrar o ano. Esses resultados fizeram de Barufi o melhor nadador oriundo da cidade no cenário nacional. Sua especialidade é os 400 m medley, mesma prova de Thiago Pereira, dono do recorde brasileiro em piscina de 25 m (4min00s63) e o grande concorrente na próxima temporada.
A experiência de Renato Barufi em conquistar medalhas e convocações para defender o Brasil será compartilhada com jovens participantes das escolas de iniciação esportiva de natação da cidade no dia 28 deste mês, na piscina do Poliesportivo, às 8 horas. Nesta ocasião, ele será a atração de um dia voltado à modalidade.
O nadador começou a dar suas braçadas em Franca, dividindo o espaço com a prática de lutas. Aos 17 anos, com potencial, mas sem grandes chances de desenvolvê-lo por aqui, conseguiu uma vaga para treinar no Sport Club Corínthians, em São Paulo. Morou até no banheiro do clube, durante sua chegada. "Era um lugar adaptado. Ele ficava junto com outros nadadores e era melhor do que o alojamento do clube", lembrou a mãe de Renato, Suzi.
Atualmente com 19 anos e acostumado às rotinas de competições e treinos exaustivos, Renato se disse esperançoso quanto ao seu futuro. "Consegui ir bem neste ano. Participei de minha primeira competição internacional (Copa Latina, na Itália, com bronze nos 400 m medley) e agora já tenho de pensar em chegar à Olimpíada de Londres, em 2012", comentou ele, que visitou a família no começo deste mês, durante cinco dias.
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No mural que o pai e sua mãe montaram em seu quarto, em Franca, já não há mais espaço para pendurar medalhas. "Não sei como a gente vai fazer. Será preciso montar outro porque tem medalhas que estão fora", comemorou Renato.
Renato não sabe como será seu futuro, entre outras possibilidades está a de treinar no exterior. O que tem conhecimento é que pela frente terá, a partir de 2009, a fase mais difícil de sua carreira como nadador. "A possibilidade de treinar no exterior pode ser muito boa. Também posso ir para outros clubes, mas isso só será definido em dezembro. Agora tenho de escolher o melhor para meu futuro agora", finalizou o atleta.
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