A dificuldade de encontrar empresas dispostas a patrocinar a Parada Gay de Franca revoltou os organizadores. Somente uma boate e uma agência de viagens que já trabalham com o público gay aceitaram associar suas marcas ao evento. “Somos um público exigente e o empresário que apostar nisso vai se dar bem. Usamos perfumes importados, roupas de marca, mesmo os mais pobres. Não entendo por que essa recusa em patrocinar”, disse o DJ Beto Spiller, um dos promotores da Parada. Para ele, a Prefeitura, que se limitou a ceder o espaço para a festa, também poderia ter ajudado mais.
Segundo o presidente da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura de Franca), Reginaldo Emídio, o município não colaborou financeiramente porque a data do evento coincidiu com o período eleitoral. “Não podemos liberar verba agora, só para festas que estão no calendário oficial da Prefeitura. Se fosse em outra época, com certeza, nós teríamos dado mais apoio”, disse.
Para os próximos anos, o objetivo é tornar a Parada um evento lucrativo, como acontece nas capitais. A Parada Gay de São Paulo, por exemplo, é a vice-líder da arrecadação do município com os turistas. Só este ano, foram R$ 189 milhões, segundo a prefeitura paulistana, à frente da Virada Cultural (R$ 90 milhões) e do Carnaval (R$ 30 milhões).
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