Pombos “morando” em casas no Jardim Luiza II se tornaram uma ameaça para moradores do bairro, que estão irritados com os barulhos, fezes e piolhos das aves e preocupados com o risco de transmitirem doenças - viroses e parasitoses.
Ontem pela manhã, uma das situações mais críticas foi presenciada num sobrado da Rua Máximo Marson. Treze pombos estavam em cima do mesmo telhado, no sol. A moradora do endereço, a dona de casa Andrea de Jesus, 28, vive no imóvel há dois anos e disse que a situação já foi pior. “Antes era mais cheio. O telhado ficava lotado de aves. É horrível. Eles voam o dia todo, batem no varal e fazem fezes no quintal. Quando chove, as fezes caem do telhado com a água”.
Andrea tem três filhos de 5, 3 e 2 anos e cuida de outras crianças. Ciente dos riscos à saúde da família, fica preocupada, mas não tomou providências. “Deixo os pombos lá quietos. Cuido de crianças e não tenho muito tempo para resolver. Meu marido também trabalha fora”.
Na Rua Santo Cristal, uma das vizinhas, que pediu anonimato, disse que sempre enfrentou problemas com a presença dos pombos, mas, nos últimos meses, surgiram mais aves vindas de uma casa inacabada da rua. “Já encontrei aves mortas no meu quintal e sempre as vejo rodeando minha casa ou fazendo a janela de poleiro. Estendo as roupas no varal e várias vezes já encontrei piolhos amarelos, daqueles de pombo, nelas”. Ela tem um filho de 1 ano e está preocupada com a presença dos animais nas proximidades de sua residência. “A Prefeitura deveria localizar os donos para fecharem bem o imóvel”.
Fernando Baldochi, chefe de Vigilância em Saúde, promete visitar os endereços do Jardim Luiza II na próxima semana para orientar os moradores sobre o controle da população de pombos. “Precisamos avaliar os locais habitados para descobrir se há oferta de alimentos. Após a inspeção, orientamos os moradores a tomarem providências, como vedar as frestas dos telhados com tela, alvenaria ou mesmo garrafas pet com a boca virada para dentro”.
Segundo Fernando, dois fatores estão diretamente ligados à presença deles e precisam ser eliminados: a oferta de alimentos e de abrigo. “Muitas pessoas tratam dos pombos ou deixam restos de comida de passarinhos e cachorros expostos e isso os atrai. As frestas nos telhados também devem ser vedadas”, disse ele.
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