Avanço comercial


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O aquecimento econômico que Franca vem vivendo nos últimos três anos com a instalação de novos empreendimentos comerciais acaba de ser confirmado em números. Dados da Junta Comercial, fornecidos pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), mostram que, somente neste ano, surgiram 557 novos empreendimentos (de janeiro a agosto foram 1.357 empresas abertas e 800 encerradas). O total difere do número do Cadastro Mobiliário da Prefeitura, que indica o surgimento de 950 negócios, um número ainda me-lhor. Destes, segundo a Prefeitura, mais de 80% estão nas áreas de prestação de serviços e comercial, que têm crescido mais que a indústria. Para os especialistas, os números comprovam uma mudança de perfil. Franca tem deixado de depender exclusivamente da indústria, principalmente a calçadista, e passa a ser sustentar com os negócios gerados pelos outros dois setores. De 2005 a 2008, eles cresceram 9,09% e 14,2% contra apenas 7,22% da indústria. Daltro Oliveira de Carvalho, professor doutor em administração de empresas e economia da Ulbra/Pestalozzi e Faculdade de Direito de Franca, diz que a pujança da cidade e o status de pólo regional contribuem para essa transformação da economia. “Franca não depende mais 100% da indústria calçadista e isso é ótimo. Os investidores têm buscado novas opções e diversificado o setor de comércio e serviços”. Neste ano, já anunciaram a vinda para Franca as concessionárias Citroën e Peugeot, o superatacado Tonin, o Extra Eletro e a joalheria Vivara. Recentemente foram abertas a varejista Eletrozema, a concessionária de motos Dafra e a de veículos Renault. Ex-gerente de uma fábrica de calçados, o administrador de empresas Marcos Antônio da Silva, 43, também faz parte do time de empresários que têm contribuído para o surgimento de uma nova economia na cidade. Após 28 anos de trabalho no setor industrial, ele resolveu arriscar e abrir seu próprio negócio. Com a experiência adquirida, teria chances de se dar bem no ramo calçadista, mas preferiu apostar numa nova área. Há um ano, assumiu o comando de uma padaria na Vila Tótoli e, hoje, chega a produzir até 3,2 mil pães por dia. “O mercado de calçados está saturado, há muita concorrência e você fica sujeito a muitos riscos”, justificou o administrador em relação à escolha. Antes de bater o martelo pelo empreendimento e escolher ficar em Franca, Silva pesquisou outras cidades e quase se mudou para Salvador (BA) no intuito de abrir uma pousada. A qualidade de vida e a infra-estrutura oferecida na cidade, o poder aquisitivo da população e os novos investimentos em instalação no município o fizeram mudar de idéia. “Resolvi ficar e apostar na cidade. As pessoas precisam acreditar mais em Franca”, disse o novo empresário. Na Prefeitura de Franca, toda essa mudança começa a ser motivo de comemoração, pois dá ao município um novo status. Seria como se nascesse uma Ribeirão Preto para as cidades vizinhas, inclusive de Minas Gerais. “O setor de serviços e comércio é o que mais cresce. É uma tendência. E as provas estão aí para quem quiser ver. Não devemos nada para os grandes centros”, vibra o secretário de Finanças, Sebastião Ananias. Para o novo empresário da panificação, a escolha foi certa e ele, inclusive, já pensa em expandir o negócio e adotar um novo nome para a padaria. “O setor de comércio e serviços local está muito promissor. Em um ano, passei de uma média de 500 vendas por dia para 800. Penso em expandir, colocar a marca Quinta do Pão, vender produtos para indústrias, hospitais e escolas e até ampliar o prédio”.

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