O resto que se dane!


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O que acontece é uma inversão de valores. Consegue-se dinheiro para consertar as ruas e não para o trânsito que fere e nem para a Santa Casa que trata dos feridos. Isso porque o recapeamento gera votos, a saúde não. Porque o cidadão morre e morto não vota, não denuncia, e os familiares se conformam como sendo a vontade de Deus. É realmente preocupante o descaso com a saúde pública. Se houvesse vontade política, esse problema teria solução, assim como os buracos das ruas. O negócio é fazer como Pilatos, cada um joga a responsabilidade para o outro e vão lavando as mãos. Para que solucionar um problema tão difícil e tão inglório? Enquanto isso a população se encanta com o asfalto lisinho, bonito e esquece-se dos infortunados que nem carro têm e sofrem nas filas aguardando um tratamento digno. Isso quando não buscam o risco da automedicação. Quando a dor aperta o vizinho, o amigo e até o farmacêutico fazem o papel de médicos e receitam remédios que foram bons para outras pessoas com os mesmos sintomas. E assim vão se virando, até que surgem as complicações. E não há atendimento. Então, morrem... Simples assim! Precisamos de políticos que ajudem o cidadão a bem viver e não a bem morrer, no entanto, os políticos são como os traidores do Cristo: Judas, aquele que vende e trai o povo após as eleições; Pilatos, aqueles que, depois de eleitos, não cumprem as promessas e lavam as mãos com justificativas nada convincentes; Caifás, os que estão sempre cheios de má-vontade e só realizam obras que os façam aparecer. E o resto? Ora, o resto que se dane! Rosa Santa Batista Franca - SP

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