A greve dos policiais civis entra em seu quarto dia hoje com clima bastante tenso. Enquanto isso, o atendimento nas delegacias da região continua sendo realizados apenas em casos considerado urgentes, como flagrantes, captura de procurados, homicídios e remoção de corpos estão sendo realizados.
Em nota divulgada quarta-feira, o governo estadual disse que não vai permitir que movimentos sindicais da Polícia Civil coloquem em risco a segurança da população e ainda vai fazer valer a decisão judicial, que determinou a continuidade de todos os serviços nas delegacias e demais setores, sob pena de multa de R$ 200 mil. Além disso, ameaçou os servidores que descumprirem a ordem judicial dizendo que estarão sujeitos a sanções de ordem administrativa e até mesmo criminal.
A resposta veio em um comunicado que a Associação dos Policiais Civis de Franca fez publicar hoje (veja na página A-3), em que relata que “mentiras deslavadas vêm sendo veiculadas por esse governo, nos principais órgãos de imprensa do Estado, sobre aumentos salariais que teríamos recebido nesses últimos anos”.
Junto ao documento, foi anexada uma cópia dos holerites de um delegado de 5ª classe e de um investigador de 5ª classe. Neles, o salário líquido a receber é de R$ 2.758 no caso do delegado e de R$ 1.561 para o investigador. Na nota, o governo diz que o salário médio de um delegado é de R$ 7 mil.
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