Para sustentar os mais de 25 internos que vivem no local, a Casa de Recuperação “Encontro com a Vida” conta apenas com doações de alimentos, cestas básicas e dinheiro, já que não possui registro nem licença para funcionar e não pode receber repasses de órgãos oficiais de qualquer esfera de governo, seja municipal, estadual ou federal. As vendas de sacos de lixo recicláveis também rende auxílio para a manutenção da casa.
Parte dos alimentos necessários para alimentar os moradores é doada todas as segundas-feiras por uma rede de supermercados de Franca. Outra parte é oriunda de doações e uma terceira vem de contribuições financeiras. “Todas as outras entidades vivem em cima de dinheiro, mas nós não cobramos nada. Apenas pedimos uma colaboração de quem pode doar, para podermos pagar a assistente social e a psicóloga”, afirmou o diretor Selvino Afonso da Silva.
Ele se referia a casos como o do jovem D, de 21 anos, que deu entrada na instituição na tarde de ontem e pagará R$ 200 mensais para os serviços. “Minha família pode e vai ajudar com esse valor”.
Mesmo depois de conhecer a precariedade das instalações, o jovem garantiu que iria ficar e se dedicar à sua recuperação. “Não conheci outras entidades e nem quero conhecer, mas é aqui que eu quero ficar”.
Selvino Afonso reconhece a precariedade das instalações da instituição, mas garante que vem fazendo todos os esforços para que a entidade tenha seu refeitório e sua cozinha de alvenaria e melhore as condições oferecidas. “Já temos R$ 1,5 mil para as obras e queremos terminar até dezembro, mas não sabemos se vamos ter dinheiro pra isso, porque a gente vive da caridade dos outros”, afirmou, repetindo que a doação é uma das poucas alternativas de arrecadação.
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