Nos Jogos da Primavera, cada uma das escolas assemelha-se a uma nação e os atletas-estudantes a defendem com todo empenho. Por isso, a rivalidade é inevitável e quando uma partida reúne escola pública contra outra particular, o clima pesa se acirra ainda mais. Ontem à noite, nas partidas de handebol e futsal a situação se verificou.
Na quadra principal do Colégio Champagnat, o time da Escola Estadual “João Marciano” enfrentou a do Samaritano pelo handebol feminino. As torcidas, cerca de 300 pessoas, ficaram divididas. De um lado o grito de "João Marciano" saía bem alto a cada gol. Do outro, os estudantes do Samaritano estavam mais quietos.
O resultado final foi 18 a 8 para a pública, que tem quatro jogadoras na categoria de base da equipe de representação da cidade. Outra partida da noite de ontem era pelo futsal masculino, na quadra dois do Champagnat. Mais um confronto público x privado. O Pestalozzi, com todos os atletas uniformizados, enfrentou a Escola Estadual “Torquato Caleiro”, a EETC, que um ou outro jogador vestia um short que destoava do uniforme que restringia-se mesmo às camisetas.
Como o Pestalozzi saiu na frente e fez 3 a 1, a torcida da EETC não parou de vibrar para tentar passar motivação para os jogadores.
Alguns gritos eram, por exemplo, "esses playboys (referindo-se aos atletas do Pestalozzi) não jogam nada." O EETC até empatou, mas acabou perdendo por 5 a 3 no final. "Aqui os alunos cobram mesmo, querem que a gente faça milagre até", comentou a professora Andrea Salim, do EETC, que ouviu bastante reclamação da torcida. Pelo menos mil pessoas estiveram no Champagnat ontem à noite. Os jogos vão até dia 30.
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