Agabê põe à venda galpão milionário


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RECUPERAÇÃO JUDICIAL - Imagem de arquivo mostra saída de funcionários do prédio da Agabê: um dos galpões foi colocado à venda
RECUPERAÇÃO JUDICIAL - Imagem de arquivo mostra saída de funcionários do prédio da Agabê: um dos galpões foi colocado à venda
Com a linha de produção paralisada desde o dia 1º de fevereiro, a Indústria de Calçados Agabê dá os primeiros passos para consolidar seu processo de recuperação judicial. Até o fim da semana, os diretores da empresa esperam fechar a venda de um galpão e seu terreno que foram desmembrados da planta original e têm área de 24,7 mil metros quadrados, correspondendo a um terço das instalações da indústria, localizada no Bairro São José. Miguel Heitor Betarello, diretor da empresa, não revelou o valor da transação que está prestes a ser concretizada, mas disse que existem três empresas interessadas em adquirir a área. Entre elas, o Banco Tricury, de São Paulo, que, por ser credor da Agabê, seria o favorito para bater o martelo. “Fizemos um empréstimo com eles no ano passado para pagar férias e décimo terceiro dos empregados e demos este imóvel como garantia. Agora precisamos quitar esta dívida. A venda do imóvel em questão também nos ajudaria a parar de pagar os juros”, disse o empresário, que preferiu não revelar o que fará com a verba que exceder o montante da dívida. Na sede do Banco Tricury, em São Paulo, ninguém estava autorizado a falar sobre o assunto, mas um funcionário que pediu anonimato confirmou as negociações com a Agabê. “Estamos conversando com os proprietários sobre esta dívida, mas ainda não há nenhuma definição sobre a aquisição deste imóvel”. Empresários do setor imobiliário em Franca avaliaram em R$ 5 milhões o valor da área que será vendida, localizada no complexo de seis galpões da empresa. TUDO PRONTO Precavida, a Agabê já deixou toda a documentação para a transferência do imóvel pronta em um dos cartórios da cidade. Assim que a venda for concretizada, bastará ao novo proprietário solicitar a transferência da escritura para o seu nome. Como o Banco Tricury é proprietário da construtora Trisul, especializada em condomínios de luxo na Grande São Paulo e no Vale do Paraíba, se ele for o comprador, a área deverá ser destinada à construção de algum empreendimento imobiliário. “Além do banco, existem duas construtoras interessadas em fechar negócio. Espero consolidar a venda em breve. Quando isso acontecer, faremos o anúncio”, disse Betarello.

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