A Polícia Federal (PF) de Ribeirão Preto desencadeou ontem em Franca a Operação Lamers e prendeu três pessoas na cidade acusadas de cometer crimes pela internet e falsificar cartões de crédito. Um quarto integrante da quadrilha também foi preso no Rio de Janeiro e outras cinco pessoas estavam sendo ouvidas pela PF.
Os três francanos presos, que não tiveram os nomes divulgados, foram encaminhados para a delegacia da PF em Ribeirão, onde permanecem presos. Eles deverão responder pelos crimes de furto mediante fraude, estelionato e formação de quadrilha. A ligação entre os francanos e o detido no Rio de Janeiro foi descoberta por meio de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.
A prisão dos suspeitos aconteceu na manhã de ontem, em uma lan house na Avenida Doutor Hélio Palermo. Dois dos presos seriam irmãos e proprietários da empresa. De acordo com a polícia, a quadrilha era responsável por mais de 95% das transferências fraudulentas em que o depósito do dinheiro ia para contas de agências da Caixa Econômica Federal na região de Ribeirão. A operação, no entanto, não se restringia apenas a esse banco. Também foram apreendidos 13 HDs de computadores e notebooks, que serão analisados pela inteligência da corporação.
O delegado geral da PF em Ribeirão Preto, Edson Geraldo de Souza, disse em entrevista à repórter Raquel Tsuji Iliano, da Folha em Ribeirão Preto, que a quadrilha atua há pelo menos dois anos e que ainda não é possível estabelecer qual o valor envolvido no estelionato. “Nós estimamos que essa quadrilha atua desde 2006. Mas não tem como eu te dizer o valor do montante que eles movimentaram ou o número de golpes que aplicaram, porque a investigação ainda está sendo feita.”
GOLPE NA WEB
O estelionato, ainda com informações da Polícia Federal, ocorria por meio de vírus enviado pela internet. Os suspeitos teriam enviado milhares de e-mails que faziam com que um programa fosse instalado nos computadores das vítimas, sem que eles tivessem conhecimento. O programa copiava então os números das contas e suas senhas, sempre que as vítimas utilizavam o computador para consultar ou fazer movimentação financeira pela internet.
Concluída a cópia, o programa mandava automaticamente um e-mail para os suspeitos, com todas as informações colhidas.
Com os dados nas mãos, eles faziam uma outra transação, se passando pela vítima e conseguiam transferir os recursos para suas contas.
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