‘É muito triste ver o Apoiar fechado’


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A advogada Silvana Prado, 50, fundou o Grupo de Auto-Ajuda Apoiar em fevereiro de 2001. A partir de uma experiência pessoal, decidiu ajudar outras pessoas. Silvana perdeu dois filhos com problemas nos rins. Com a morte das crianças, passou a ter crises de pânico. Na época, morava nos EUA e passou a ler sobre a doença e seguir orientações para ser curada. Conseguiu sozinha se livrar da doença. Quando se mudou para o Brasil, muitas pessoas se interessaram por sua história e lhe pediam auxílio. Ela decidiu criar um trabalho específico para ajudar essas pessoas. O primeiro encontro reuniu 20 pessoas. Com o tempo, a procura aumentou e Silvana decidiu fundar o Apoiar. Com oito anos de história, os atendimentos da entidade registravam média de 400 usuários por mês. Para auxiliar outras pessoas a lutarem contra depressão, ansiedade, síndrome do pânico, estresse, fobias sociais e outros problemas, Silvana montou os “Sete Passos para a Recuperação”, que ensinam medidas simples para melhorar de vida, como a meditação, exercícios físicos, evitar estimulantes e outras mudanças. Ela também escreveu o livro O Prisioneiro do Medo, um testemunho de sua história. A obra é usada na recuperação das pessoas. A advogada disse estar abalada com o fechamento da ONG. “Não foi só a falta do terreno que me fez desistir de continuar com o Apoiar. Foi uma série de fatores. É muito triste ver o Apoiar fechado. Sempre fizemos tudo com amor, mas estou desgastada, sem a alegria do início. Não criei o Apoiar para ser assim, para assumi-lo. Encerrei um ciclo”, disse. AUSÊNCIA SENTIDA A professora aposentada Marisa Branco, tesoureira da entidade, se tornou voluntária após vencer depressão, ansiedade e pânico com ajuda dos voluntários do Apoiar. Ela sabe que a ausência do trabalho será sentida. “Me tratei com remédios por muito tempo. Só lá encontrei o caminho da recuperação, mudando meu comportamento”. A instituição contava com apoio de 12 voluntários.

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