Quem são os consumidores, quais suas preferências, onde, quando e o que compram, os horários e as formas de pagamento utilizadas são alguns dos itens tratados pela pesquisa Hábitos de Consumo - Costumer Scan - que a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) começou a divulgar ontem a lojistas e imprensa. O estudo foi elaborado pelo Instituto Datalink e ouviu mil pessoas, de todas as regiões da cidade, durante o mês de julho. As respostas ajudarão a entidade a elaborar campanhas mais específicas para alavancar as vendas nos diferentes centros comerciais de Franca.
Mulher, de 25 a 44 anos, da classe C, que gosta de comprar preferencialmente no Centro da cidade. Essas são as principais características da maioria dos consumidores entrevistados para a pesquisa que teve como base os dados estatísticos da Target e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
O levantamento também mostrou que o dia preferido pelos consumidores para compras é mesmo o sábado, seguido da segunda-feira. Os piores dias, na opinião dos consultados, são as terças e quartas-feiras. O meio de locomoção mais utilizado pelo francano na hora de gastar é o carro, seguido do ônibus.
O dado curioso revelado pelo estudo foi o fato dos consumidores, nos últimos três meses, terem ido mais aos hipermercados que ao Centro da cidade para comprar produtos.
Roseli Pedro Batista, 41, proprietária de uma fábricas de solados na cidade, disse ser muito consumista, mas só vai ao Centro a cada 15 dias. Ela diz não ter um dia certo para compras, apesar de preferir os sábados pela manhã. Ontem, por exemplo, Roseli experimentava sapatos e bolsas numa loja do calçadão da Rua Voluntários da Franca. “Gosto do Centro, mas compro muito no bairro Cidade Nova, pois aqui é difícil estacionar.
Fico até 15 minutos procurando uma vaga para o carro”, disse. Para a empresária, mais estacionamentos na região ajudariam a atrair um maior número de consumidores. “Por ser difícil estacionar, acabo comprando em outro lugar”, revelou.
Assim como Roseli, 22,40% dos pesquisados disseram que o aumento de vagas para carros seria a principal melhora para o Centro, lazer para crianças, cinemas e mais segurança e policiamento também foram sugeridos pelos entrevistados.
Para o presidente da Acif, João Cheade, a pesquisa permite que a entidade conheça o consumidor. “Antes nos comunicávamos com ele às cegas, a percepção de mercado é importante para melhorar essa comunicação e fazer as mudanças necessárias”.
Hélio Braga, professor de economia e pesquisador do Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, acredita que a pesquisa orientará os empresários do comércio e prestação de serviços na hora de traçar estratégias de vendas. “É difícil termos pesquisas pontuais de comportamento, por isso elas contribuem bastante. São orientadoras”.
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