No período de janeiro a agosto deste ano, a região, composta por nove municípios, gerou 19.414 novos postos de trabalho. É como se a região abrisse 80 novos postos de trabalho por dia. Deste montante, 12.069 foram criados em Franca. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), feito pelo Ministério do Trabalho.
A indústria continua sendo o setor que mais emprega na região, representando 65,3% das vagas abertas nos primeiros oito meses deste ano. Franca, por ser o maior centro, gerou o maior número delas chegando a 9.120 vagas.
O segundo setor que mais empregou neste ano foi a agropecuária, representando 17,9% das contratações. O bom momento no campo foi puxado pelos postos de trabalho abertos em Patrocínio Paulista, Pedregulho, Miguelópolis, Orlândia e Igarapava. Dando destaque para as safras de cana-de-açúcar e café, que começaram nos meses de abril e maio e atraíram trabalhadores de outras regiões. Das 3.490 vagas geradas no campo, Franca ficou com o maior saldo ao gerar 998 vagas. Miguelópolis veio logo em seguida, com 754 novos postos de trabalho.
Em Pedregulho, a maioria dos empregos gerados foi nas lavouras de café que neste ano devem colher mais de 230 mil sacas. “Os cafeicultores contratam entre os meses de maio e junho. Agora, a partir de agosto, começarão as demissões porque a colheita está terminando”, disse o presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Ely Martin.
Em Batatais, a administração pública foi a principal contratante. Foram geradas 144 vagas. Mesmo assim, a prefeitura espera que o setor industrial, que gerou 52 empregos até agosto, feche o ano como o maior contratante. “Temos um Distrito Industrial com 70 empresas que precisam de mão-de-obra”, disse o chefe de gabinete afastado, José Paulo Fernandes. O município também espera o crescimento do setor de confecções com a construção de um Parque Têxtil. “Dos 17 lotes que serão comercializados, já negociamos 12, o que mostra o interesse por parte dos empresários”, disse.
NEGATIVO
O primeiro semestre não foi muito bom para quem procurou emprego no setor comercial e de serviços em geral. Das 19.414 vagas abertas, apenas 1.438 foram para o comércio. Miguelópolis, Patrocínio Paulista e Igarapava fecharam com saldo negativo.
Ao mesmo tempo em que os setores de indústria e agropecuária cresceram na região, a construção civil encolheu. Nos primeiros oito meses do ano, fechou com saldo negativo de 83 postos. Somente em Orlândia foram fechados 440 postos nos primeiros oito meses do ano.
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