Passar o dia andando de moto pelas ruas da cidade e conhecer pessoas e lugares diferentes. São alguns dos atrativos que fazem centenas de pessoas seguir a profissão de motoboy, como o próprio nome já diz, um officeboy motorizado.
Há um ano, Bruno Gomes Lira, de 23 anos, decidiu que queria ganhar a vida em cima de sua moto. A escolha foi ser motoboy. Seu dia começa cedo. Por volta das 7h15, tem que estar no batente. Mas, mal chega ao trabalho, já precisa sair. “Não paro um minuto. E é justamente isso que gosto na minha profissão. Adoro sair e conhecer gente nova todos os dias”.
Bruno trabalha em um escritório de contabilidade e recebe um salário médio de R$ 650. O motoboy faz serviços de entregas de documentos e recebimento de mensalidades dos clientes. Para exercer esta função, Bruno diz que é necessário ser ágil. “Tenho que ser pontual, se não chegar no horário posso não encontrar as pessoas certas”, disse.
Motoboy de uma farmácia 24 horas, Rolyan Cintra Chagas Júnior, 21 anos, diz que a profissão tem um lado bom, mas outro ruim. “A parte boa é que conheço pessoas e lugares diferentes na rua. O ruim é ter de enfrentar a imprudência no trânsito dos motoristas que traz muitos riscos de acidentes”.
Para o diretor comercial da Rede Droga Farma, Ébio Pedrosa, que possui quatro profissionais em sua unidade 24 horas, os motoboys são a extensão do trabalho feito na parte interna da loja. “Eles são essenciais, pois prestam um serviço com rapidez e comodidade aos clientes”, disse.
MULHERADA
Quem acha que a profissão é formada apenas por homens está enganado. Há um ano, a motogirl de um escritório de contabilidade, Fernanda Maria de Oliveira, 22 anos, trabalha nesta profissão. “Gosto do que eu faço. Não consigo ficar parada, por isso me adaptei bem”, disse. Mas em dias de chuva, a motogirl enfrenta um obstáculo. “Quando chove atrapalha um pouco porque carrego muitos papéis e, mesmo colocando a capa de proteção, às vezes, molham”, disse.
Para trabalhar como motoboy ou motogirl em Franca, é necessário fisgar uma vaga em empresas que oferecem produtos delivery como farmácias, restaurantes, floriculturas ou no setor de serviços de indústrias, escritórios de contabilidade, advocacia, entre outros.
Se preferir, o motoboy pode trabalhar em diferentes setores ao mesmo tempo, mas é necessário um cadastro no setor de fiscalização da Prefeitura. “É preciso fazer o alvará de ‘moto-entrega’, estar com a documentação da moto regularizada e a habilitação em dia”, disse o tenente Sérgio Buranelli, diretor da Divisão de Trânsito.
Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização da Prefeitura, Ismael Xavier, ainda não há dados de motoboys cadastrados em Franca. “Estamos esperando uma decisão da Prefeitura para ver qual setor (de trânsito ou fiscalização) que tomará conta e contabilizará isso”, disse.
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