A sede da Vivo, em São Paulo, pode ser descrita como imponente. O prédio, localizado próximo ao Shopping Morumbi, tem seis andares e o marco da construção é uma torre de cem metros de altura, à frente de dois blocos que abrigam os escritórios a empresa. Tudo isto, "imerso" em um espelho d`água. Entrar no edifício, é ter a oportunidade de desfrutar de uma prazerosa recepção proporcionada por funcionários e diretores de uma empresa gigante que não ignora ninguém.
Projetado para ser um cartão de visitas da empresa, o prédio cumpre plenamente seu objetivo. Estar no local, impressiona. Não há quem não se deslumbre ou ignore o espanto causado pela beleza do lugar. No terraço há uma ampla sala, usada no anúncio do patrocínio (R$ 110 mil/mês) com o Franca Basquete, como restaurante. Sua vista privilegiada é um diferencial. De lá pode-se observar tranqüilamente o fervor dos paulistanos nas ruas e avenidas próximas.
Mesmo assim, a educação, a satisfação e o interesse para com os visitantes por parte dos funcionários da Vivo foram os aspectos que chamaram a atenção no encontro realizado na última segunda-feira. Desde o contato do departamento de marketing da Vivo com os repórteres que cobririam o evento até o retorno a Franca, o que se viu foi uma extrema preocupação com nosso bem-estar.
Viagem, estadia, alimentação, meios para efetuar da melhor forma o trabalho de "levar" a notícia aos francanos. Tudo foi pensado. Ao invés de um encontro frio, resumido ao fato de uma empresa oferecer valores financeiros em troca de divulgação da marca, houve uma interação marcada pela troca de impressões e afabilidades. Todos os diretores consultados tinham conhecimento do momento atual vivido pelo basquete nacional.
Conhecem de maneira satisfatória os problemas enfrentados por Franca e que o deixaram de fora dos dois últimos torneios internacionais (Liga Sul-Americana e Pan-Americana). Até o gerente de esportes, locado em Belo Horizonte, estava lá. Foi dele a palavra mais surpreendente.
Indagado se a empresa poderia romper unilateralmente o contrato com Franca após uma temporada apenas, ele foi simples e enfático ao revelar não ser esta a política da empresa. E contou uma história para justificar a afirmação. Quando adquiriu a Telemig, a Vivo deu de cara com um alto e longuíssimo patrocínio (dez anos, um dos mais longos entre os esportes conhecidos como amadores) para um time de vôlei masculino que servia de identificação para os mineiros.
O Minas Tênis foi tricampeão nacional - 2000 a 2002 - e revelou atletas importantes para as seleções, como Pelé, que construíram a história vencedora da seleção nacional. Na ocasião, o contrato já era longo. Ao invés de cortar gastos, os manteve. Um ano depois, investiu no clube ao repatriar dois vice-campeões olímpicos: André Heller e André Nascimento.
A entrada no basquete era uma necessidade, disse o gerente da Vivo. Escolher Franca, uma oportunidade de mercado, alicerçada na história de sucesso e identificação junto a população que representa. Além do vôlei, a empresa, cujo capital veio de Portugal e da Espanha, ainda patrocina a seleção brasileira de futebol. Com o basquete francano, a empresa fecha a tríade dos esportes mais populares no País. Há quem aposte que aqui a empresa encontrará sua alma ao sentir o gostinho de ver o time da cidade ser campeão e ter seu nome gritado por mais de 7 mil francanos no Ginásio Poliesportivo.
Sérgio Marques
Editor de Esporte
e-mail: sergio@comerciodafranca.com.br
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