Morreu ontem na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, aos 79 anos, o professor José Sanches Neto, vitimado por parada cardiorrespiratória.
Há três anos sofria seqüelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) que paralisou a maior parte de seu corpo e não lhe permitiu mais o uso da fala.
Zézinho Sanches teve 53 anos de casamento com Benedita Aparecida Ferreira Sanches e seis filhos: Anselmo (falecido), Júnior, Renata (casada com Paulinho Valerini), Andréia (casada com Carlos Cintra Diniz), Luís (casado com Kenia) e Eduardo, o Dudu, casado com Liliane de Almeida. Também, 12 netos, Pamela (casada com Bruno), Priscila, Elisa, Sofia, Rebeca, Guilherme, Gustavo, Juliano, Carol, Tiago, Flávia e Lucas.
Foi educador e deixou seu nome marcado como mestre preocupado com o crescimento cidadão de seus alunos. Formado professor, atuou no início de sua carreira em Itirapuã e em várias fazendas da região de Franca , principalmente na Boa Sorte. Foi docente dos ensinos fundamental e médio. Em Franca, concursado no Estado, foi o primeiro diretor da Escola “Homero Alves” e anos após veio a atuar também como dirigente no Colégio Alto Padrão. Chegou a Supervisor de Ensino e foi Delegado da Secretaria da Educação em Franca, atividade na qual se aposentou.
Atuou também na vida pública. Foi vereador à Câmara Municipal – um dos mais votados na década de 60 – e tornou-se presidente do Legislativo. Envolveu-se com administração partidária e foi candidato a vice-prefeito em chapa encabeçada por Fábio de Salles Meirelles.
Desportista, Zezinho Sanches dedicou-se ao futebol. Jogava com rara habilidade e fez parte de várias equipes amadoras. Mesmo depois de abandonar as partidas competitivas, era muito comum vê-lo atuando em campos de chacrobol, principalmente no Yara Club, sempre em boa fase física e atlética. Seus amigos da época não se esquecem de sua habilidade com a bola. Fora dos campos, foi conselheiro da Francana, do Clube de Campo e da AEC/Castelinho.
Antes do AVC, dedicou-se a participar da fundação do NAREV, instituição de recuperação de adictos; na Amafem, dedicada ao tratamento de mulheres dependentes químicas e na Pastoral da Criança. Foi, ainda, venerável da Loja Maçônica “Amor à Virtude”.
De espírito contestador mas equilibrado, Zezinho era considerado um cidadão exemplar. Seu velório, ocorrido no São Vicente de Paulo, recebeu centenas de professores e ex-professores, ex-alunos e esportistas. O corpo foi sepultado no Cemitério da Saudade ontem mesmo, segunda-feira, às 17 horas.
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