Menino de 1 ano tem morte suspeita no PS Infantil


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Pedro Henrique Silva de Oliveira, de 1 ano e 9 meses, começou a passar mal no último domingo. A criança deu entrada no Pronto-socorro Infantil com febre e, depois de nove horas e quatro idas ao mesmo hospital, morreu. De acordo com os pais, o filho estava bem e brincou de bola a tarde inteira. Eles acusam o pronto-socorro de descaso e negligência. A Prefeitura e polícia investigarão a morte suspeita. Segundo o atestado de óbito, Pedro Henrique morreu de broncopneumonia e insuficiência respiratória aguda. A peregrinação da secretária Ângela Adriana da Silva, 35, com o caçula de oito filhos começou na noite de domingo. Ao perceber que Pedro Henrique estava com febre, levou-o até o pronto-socorro, onde foi atendido às 20h30. A médica o atendeu, medicou contra febre e pediu exames de urina e sangue. A criança foi liberada. Como continuou febril, a mãe retornou com o filho ao hospital. Atendido por outro médico, Pedro fez inalação e foi medicado novamente para baixar a febre. O pediatra pediu raio-X do pulmão. A mãe foi até a Santa Casa, fez o exame e voltou ao PS. Nesse momento, segundo Ângela, a médica que a recebeu se recusou a abrir o raio-X. “Ela disse que não abriria sem que os exames de urina e sangue estivessem prontos. Eles só ficariam prontos hoje. Pedi para abrir porque se fosse pneumonia já iniciava o medicamento. Mas ela bateu o pé e não abriu”, disse a mãe. Ângela e o filho voltaram para casa. O garoto continuou mal. A mãe correu, pela quarta vez, para o PS, mas o filho já chegou sem vida, segundo o boletim de ocorrência registrado pelo hospital. A morte ocorreu às 5h45. “Quem tem broncopneumonia tem de ser internado e não encaminhado para casa. Foi um descaso da saúde pública. Vou processar a Prefeitura. Isso não vai trazer meu filho de volta, mas vou fazer para que isso não aconteça com mais ninguém”, disse o pai, Eduardo Oliveira, 48. A médica acusada de não ter aberto o documento não estava no PS ontem, seu nome não consta na lista telefônica e nem a Secretaria de Saúde nem o hospital forneceram contatos dela. Pedro Henrique foi enterrado ontem, às 18h30, no Cemitério Santo Agostinho. Abatida, a mãe disse que iria buscar forças para superar a perda do filho. Pedro Hen-rique deixou um irmão gêmeo, Arthur. “Assim que ele teve a primeira febre, corri com ele. É revoltante porque eu fiz tudo que poderia ter feito pelo meu filho”.

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