“Sou a favor da lei”


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O problema está justamente na prepotência das instituições religiosas, que querem a todo custo resolver pelos outros. Deus nos deu o livre-arbítrio para decidirmos pelo que acreditamos ser o melhor. Evidentemente temos que sofrer as conseqüências do que decidimos, porque a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. São Paulo escreveu em suas epístolas que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas convêm. Nem todas as pessoas estão dispostas a correr riscos, principalmente o risco de morrer. Existe sim, o risco de diagnóstico incorreto mas por que não considerá-lo desígnio divino também? Principalmente se a mãe tiver pré-disposição em abandonar seu bebê numa lixeira. Ao contrário do que se pensa, nem todos os rejeitados têm a sorte de serem resgatados vivos. Hoje, com os avanços da medicina, muitas vidas são poupadas. No passado, muitas gestantes morriam ou se desestruturavam psicologicamente por gerarem aberrações natimortas. Sou bióloga e naturalmente contra o aborto, mas a favor da lei que oferece opção de escolha em casos extremos. Susana Batista Messias Franca - SP ***** Conheço caso de diagnóstico feito nos Estados Unidos que apontava ser o feto que se desenvolvia, portador de Síndrome de Down. As leis americanas permitem à mãe, em casos do tipo – desfavoráveis ao bebê ou à genitora –, decidir quanto à interrupção da gravidez. A moça em questão decidiu assumir o filho de qualquer maneira pois “o amaria da mesma forma”. No dia do parto, toda a família preparada para receber o pequenino Down, eís que nasce uma criança geneticamente normal, sem a trissomia do gene 21. Um caso de erro de diagnóstico que poderia ter levado à interrupção da vida de um ser... Eliete Neves Betim - MG

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