Promotoria não tem o que fazer, diz promotor


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Se depender do Estado, a situação das presas de Batatais não mudará tão cedo. A opinião é do promotor Eduardo Pereira de Souza Gomes, da Promotoria de Execuções Penais daquela cidade. Gomes foi um dos integrantes do Judiciário que subscreveram a ação civil pública que, no ano passado, pediu ou a transferência de todos os presos - a cadeia ainda era ocupada por homens - ou a interdição do prédio. O promotor admitiu que não consegue dar a devida atenção às presas e nem tem ido visitá-las com a freqüência que deveria. "Não adianta eu ir lá querer conversar com todas elas. Isso não é possível. O que posso e estou fazendo é acompanhar as condições da cadeia, se estão tendo atendimento médico, odontológico, se a comida está chegando como deve", disse o representante do MP. De acordo com o promotor, a situação é ainda mais grave à medida que não há para onde levar o excedente de presas de Batatais. "Não há muito o que fazer porque o Estado não tem lugar para colocar essas mulheres. Vou exigir que elas saiam daqui para ir para onde? Para Altinópolis? Resolvemos o nosso problema, mas criamos outro, em outro lugar", ponderou Gomes.

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