Caso Kenia: peritos não atestam estupro


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Local onde morava a vendedora Kenia Bazon no Parque Vicente Leporace. Polícia ainda não voltou à casa para reconstituir o crime
Local onde morava a vendedora Kenia Bazon no Parque Vicente Leporace. Polícia ainda não voltou à casa para reconstituir o crime
A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) recebeu, nesta semana, o primeiro laudo técnico sobre a morte da vendedora Kenia Bazon, 22, assassinada em sua casa no Parque Vicente Leporace no dia 25 de agosto. O laudo emitido pelo IML (Instituto Médico Legal) é inconclusivo para uma das questões mais importantes que cercam o crime: o estupro da vítima. Um laudo preliminar afirmava que havia uma equimose (espécie de ferimento com sangue) na região vaginal, mas segundo médico legista Antônio Pesce Júnior, que assinou o primeiro laudo, a ferida não é suficiente para concluir que houve violência sexual. Agora a polícia aguarda outros laudos para descobrir o que houve realmente na manhã do crime. O relatório da perícia entregue nesta semana aponta que Kenia foi morta por asfixia mecânica ou sufocação e não por estrangulamento. Ficaram constatadas também as marcas roxas nos pulsos e no pescoço da vítima. O laudo também afirma que a vítima praticou sexo antes de ser morta, mas não diz se houve ou não violência. “O laudo apontou a morte por asfixia, mas ainda existem alguns detalhes que precisamos complementar. Atestaram que houve relação sexual, mas não disseram se foi consensual ou não. Isso é importante, então, vamos aguardar um laudo complementar para termos uma resposta mais precisa”, disse o delegado assistente seccional Wanir José da Silveira. O laudo complementar ainda não tem previsão de entrega. Além da questão da violência, o novo laudo também trará a análise do sêmen colhido na vítima e os resultados dos exames toxicológicos do sangue de Kenia. Apesar de não ser possível apontar se houve relação sexual forçada, os peritos afirmam que foi constatada conjunção carnal recente, provavelmente anal e vaginal, e que o confronto do material colhido como sangue coletado do suspeito poderá confirmar se ele chegou a fazer sexo com Kenia. No laudo pericial entregue à polícia, ficou confirmada a gravidez da vítima na 12ª semana de gestação e de um menino. A polícia não informa se foi colhido material do feto para confirmar a paternidade do marido de Kenia. O sapateiro desempregado Rogério Luciano Alves, 28, acusado de matar a vendedora, está preso e confessou ter mantido relação sexual com Kenia Bazon, minutos antes do crime. Segundo ele, de forma consentida. “Não é porque não tem inexistência de lesão na vítima, que não foi um estupro. Nós estamos tendo muito cuidado nesta questão. Vamos aguardar o segundo laudo de São Paulo para constatar se o material colhido é realmente do acusado e decidir se faremos o indiciamento dele por estupro”, disse Wanir.

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