A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) confirmou para quarta-feira, 17, a solenidade de abertura da licitação do projeto de captação de água no Rio Sapucaí. O presidente da estatal, Gesner de Oliveira, virá a Franca especialmente para o evento, que vai ocorrer no Hotel Shelton Inn, às 17h30.
O valor da obra está calculado em R$ 125 milhões, dos quais R$ 75 milhões serão financiados pela Caixa Econômica Federal - o restante virá de recursos próprios da Sabesp. Pelo menos 15 empreiteiras de todo o País deverão participar do processo de licitação, que tem prazo mínimo de 180 dias para ser concluído.
O início das obras, que terão duração de quatro anos, está previsto para o segundo semestre de 2009. O objetivo é garantir o abastecimento de água para Franca e Restinga por, pelo menos, 30 anos.
O projeto prevê que o sistema Sapucaí, que vai abastecer principalmente a região sul de Franca, seja interligado ao já existente Canoas que, apesar de atender a toda a cidade, está concentrado na parte norte. Com a obra, Franca passará a ter, portanto, dois sistemas operando em conjunto. "A estação da zona norte, que fica na própria Sabesp, é o coração do abastecimento de água da cidade. Quando a água captada no Sapucaí chegar até ela, será possível remanejá-la para qualquer ponto da cidade.
Esse intercâmbio entre as duas unidades é que vai acabar com o problema da falta de água em Franca. Se um sistema tiver problemas, usaremos o outro", disse Rui César Bueno, gerente da Sabesp.
No total, o projeto milionário prevê a construção de três elevatórias de água bruta; uma Estação de Tratamento de Água convencional; quatro estações elevatórias de água tratada; três reservatórios e uma linha de transmissão de energia elétrica, com extensão de 10,5 quilômetros.
COMO VAI FUNCIONAR
Segundo o gerente da Sabesp, a captação no Rio Sapucaí será feita por uma adutora de 21 quilômetros de extensão. Ela será a responsável por levar a água bruta do rio até a Estação de Tratamento de Água, chamada de ETA Sul.
De lá, outra adutora, de 11 quilômetros, fará a distribuição da água para as regiões do Aeroporto, Santa Cruz e Noêmia. A estação elevatória da Santa Cruz, por sua vez, também vai ser usada como canal de distribuição. "A partir dela, a água chegará à Capelinha e à ETA Norte, já existente", disse Rui.
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