Investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) identificaram dois travestis acusados de terem praticados uma série de assaltos na região das Avenidas Brasil e Presidente Vargas. Duas vítimas estiveram na delegacia e os reconheceram. Os acusados negaram os crimes e disseram que as vítimas são clientes arrependidos, que não pagaram pelo programa sexual.
Na madrugada de ontem, mais uma pessoa disse ter sido vítima de travestis que fazem “ponto” na Avenida Presidente Vargas. Na semana passada, duas ocorrências foram registradas. “As histórias são as mesmas. As vítimas passam pelas ruas e avenidas do Bairro Cidade Nova e alegam que são atacadas pelos travestis. Nós identificamos dois deles e trouxemos para delegacia. Em dois roubos foram reconhecidos. Eles serão indiciados”, disse o investigador Marcos Euclides.
Um dos ataques atribuídos à dupla de travestis aconteceu na madrugada de terça-feira. Um rapaz contou que saiu de uma festa e caminhava em direção à sua casa, quando foi cercado e roubado. “Eles encostaram a faca no meu pescoço e levaram o dinheiro da minha carteira”, disse a vítima que pediu anonimato.
Os travestis se defendem. Segundo eles, os clientes combinam um valor pelo programa sexual e não pagam. “Ninguém roubou ele. Minha amiga (sic) fez programa com ele e combinou R$ 20. Ele só pagou R$ 10. Nós brigamos com ele, mas não ameaçamos nem roubamos. Esses caras (sic) inventam essas coisas. Eles gostam de sair com a gente e depois falam isso”, disse um dos travestis.
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