Humanos ou mutantes?


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Transformar o corpo com perfurações, implantes, pinturas ou deformações faz parte dos hábitos e tradições de diferentes povos: de africanas com argolas no pescoço a velhinhas chinesas com amarrações nos dedos para que fiquem virados para baixo. Nos dias atuais, com a explosão das tatuagens e piercings, a modificação de corpos virou moda entre alguns homens e mulheres. São os adeptos do body modification que levam o próprio corpo ao limite da transformação. No Brasil há diversos adeptos dessa mania. Uma delas é a recordista mundial de piercing, a brasileira Elaine Davidson. Ela possui nada menos que 5.920 peças distribuídas pelo corpo. Espalhadas pelo mundo todo existem pessoas que, de tantas modificações, já nem parecem seres humanos: o homem-lagarto (de língua partida e dentes lixados), o havaiano mutante (com chifres pontiagudos implantados na cabeça), o homem-tigre (com formato de rosto modificado), entre outros (confira os detalhes na página). Mas em Franca, em se tratando de grandes transformações, os adeptos são mais moderados. Mesmo assim não deixam de exibir seu estilo. O metalúrgico Fransérgio Luís Riquieri fez sua primeira tatuagem aos 18 anos, dez anos depois, ele já exibe mais de 20 tatoos em diferentes partes do corpo. “Gosto muito de tatuagens. Muitas pessoas acham estranho e até me julgam por causa disso”, disse. CUIDADOS Mesmo quem não quer ser tão radical precisa tomar cuidado na hora de colocar um piercing ou fazer uma tatuagem. O tatuador Jair Dionízio, 37, que está nesta profissão há 12 anos, afirma que os jovens que optarem por fazer uma tatuagem, precisam procurar um profissional que tenha feito cursos de biosegurança. “O mais importante são os cuidados de higienização. O tatuador tem que ter cursos sobre cuidados com a pele, ferimentos, agulha e primeiro-socorros”. Segundo ele, as mulheres com mais de 30 anos são as que mais optam pelas tatuagens. “Elas fazem mais por causa da estética. Já os que aderem às maiores e mais radicais são poucos”, disse. As mesmas recomendações são exigidas ao colocar um piercing. Tudo começa na escolha do profissional que fará a perfuração. É necessário, no mínimo, que o piercer (profissional que aplica o body piercing) possua curso específico na área, como de primeiros-socorros e que o local tenha alvará da Vigilância Sanitária Municipal. “A escolha do piercing também é importante. Prefira um acessório feito de aço cirúrgico 316 L. Com esse material, o risco de rejeição e de inflamações é menor”, disse Dionízio. Mas, se você está pensando em fazer alguma tatuagem, colocar um piercing ou fazer algum tipo de transformação em seu corpo, recomenda-se ainda que antes disso verifique se possui algum tipo de alergia ou doença, como diabetes. “Essas pessoas têm muita dificuldade para cicatrização e aí se torna arriscado”, avisa o tatuador.

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