Melhor para executivos, mas não para mulheres


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Eleita a melhor empresa para executivos trabalharem no Brasil, o Magazine Luiza não está entre as 25 melhores para mulheres nem entre mais descontraídas ou aquelas com maior nível de escolaridade. Fora isso, a empresa aparece com destaque no ranking da Great Places to Work, como, por exemplo, melhores em credibilidade, respeito e qualidade de vida. No balanço geral, é a sétima melhor empresa para se trabalhar atualmente no País. Sediada em São Francisco, no Estado americano da Califórnia, o Great Places To Work, em tradução livre “excelentes lugares para se trabalhar”, é um instituto reconhecido em todo o mundo, com escritórios em 41 países, entre eles o Brasil. O selo GPTW soa quase como um atestado entre as empresas que querem se destacar no mercado e, principalmente, entre a concorrência. Sua metodologia é a mesma em qualquer lugar: pesquisas e mais pesquisas com empregadores e funcionários respondendo a 57 perguntas de questionários entregues confidencialmente. No Brasil, o trabalho é realizado há 12 anos e pela terceira vez é publicado pela revista Época. Os questionários medem o nível de satisfação dos empregados em relação a seus chefes, os colegas e à empresa. Na segunda etapa, são avaliadas as políticas de recursos humanos das empresas. A nota final obtida por todas elas é uma soma das duas pontuações. Dentre esses parâmetros, o Magazine Luiza surge como a sétima melhor empresa para se trabalhar, sem distinção de atividade. Talvez o principal ponto negativo da pesquisa tenha sido a exclusão do quesito “melhor para mulheres”, uma vez que a empresa não aparece entre as 25 primeiras colocadas. Entre os principais pontos avaliados estavam evolução na carreira e ascensão a postos de comando. Para estar entre as mais bem colocadas era preciso ter 25% de mulheres no quadro de pessoal - no Magazine chega à metade - e o mesmo percentual na base dos cargos de chefia. As empresas que não cumpriram uma dessas exigências somado ao nível de satisfação do público feminino abaixo dos 70% ficaram fora do ranking. Segundo o Instituto responsável pelo trabalho, não necessariamente são empresas injustas para com a parcela feminina de seu quadro de pessoal, mas empresas que ainda estão procurando equilibrar homens e mulheres em direitos dentro do trabalho. A sétima colocação no quadro geral foi a síntese das qualidades da empresa apresentadas pelos funcionários, com especial destaque para a política de bolsa de estudos, que chega a 70% das mensalidades, desobrigando o empregado de seguir curso estritamente ligado à sua área de trabalho.

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