Às vésperas de inaugurar suas primeiras cinqüenta lojas em São Paulo, dando início à exploração do maior e mais importante mercado brasileiro, o Magazine Luiza tornou-se assunto freqüente entre estudiosos do mercado financeiro e de varejo do País. Ao mesmo tempo, figura com destaque nos principais anuários e rankings do Brasil e outros países, destinados a acompanhar e avaliar o crescimento de empresas e suas condições de empregabilidade.
Em 2008, ano considerado crucial para sua expansão, a rede de Franca apareceu em pelo menos duas publicações internacionais: o anuário do Great Places to Work Institute e a edição de agosto da revista chilena América Economia. No Brasil, revistas e jornais voltados à economia destacaram, com diferentes abordagens, o avanço do Magazine Luiza sobre seus principais concorrentes e a posição ocupada pela empresa entre as maiores do País.
No início de agosto, o Comércio da Franca publicou o balanço da revista chilena em que o Magazine ocupava a 409ª posição entre as 500 maiores empresas da América Latina. A colocação não é segmentada, ou seja, não leva em consideração o ramo de atuação, mas apenas o volume de vendas, lucro líquido, patrimônio e a “ebitda”, termo técnico que significa o lucro sobre o negócio, descontando qualquer ganho financeiro.
Se a análise se voltar apenas para as empresas de varejo, o Magazine passa a ocupar o 53º lugar entre as maiores latino-americanas do setor. As duas colocações foram obtidas em razão de seu faturamento bruto, que chegou a R$ 1,88 bilhão.
Em outro levantamento, o Ranking Valor 1000, da Editora Valor Econômico, o Magazine aparece na 146ª colocação entre as mil maiores empresas brasileiras. Mais uma vez, a exemplo da publicação chilena, não foi considerado o segmento em que a empresa atua, mas apenas o faturamento.
No comparativo com 2006, segundo a revista, a empresa de Franca perdeu três posições em um ranking confortavelmente liderado pela Petrobras. Isto não quer dizer que houve perda de receita e faturamento. Pelo contrário, sua receita líquida no comparativo entre os dois anos aumentou 15,7%, enquanto o lucro líquido (R$ 18,3 milhões) variou 231,4%.
SUCESSO
A mais recente publicação enfocando o fenômeno que cerca o crescimento do Magazine Luiza é a edição de setembro da revista Época Negócios, da Editora Globo, que traz na capa a superintendente Luiza Helena Trajano.
O autor da reportagem mostra sob diversos ângulos as possibilidades de sucesso e os riscos assumidos pela empresa ao avançar sobre um terreno dominado pelos dois principais concorrentes do Magazine atualmente. É na Grande São Paulo que estão as 150 lojas das Casas Bahia e as 109 do Ponto Frio.
Por questões mais ideológicas que pragmáticas, é no primeiro adversário que a direção do Magazine Luiza centra sua artilharia, embora, na opinião de especialistas, não seja crível que a rede de Franca tome a liderança das Casas Bahia, embora o segundo lugar, do Ponto Frio, possa ser alcançado já em 2009.
Para tanto, as chances são matemáticas. Basta para isso a análise da expansão do número de lojas entre 2001 e 2007, segundo números da própria Época Negócios. Enquanto o Magazine Luiza aumentou sua quantidade de lojas em 257%, os outros dois concorrentes não chegaram nem perto disso. As Casas Bahia expandiram suas unidades em 81% e o Ponto Frio meros 18,6%. Dos três maiores, este é o único presente em Estados da Região Nordeste.
Através de sua assessoria de imprensa, o Magazine Luiza informou que a grande presença, e há mais tempo, dos concorrentes nas praças em que passará a atuar não requer nenhuma mudança de postura da rede. “Já atuamos em outras capitais e em mercados também competitivos”, diz a nota.
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