Agosto se foi e com ele os Jogos Olímpicos de Pequim. Destes, muito se falou, muito se divagou; inúmeras ‘filosofias’, análises, paralelos sobre esses mágicos dias onde desempenho, superação, vitórias, derrotas, limites estiveram na pauta de diversos ‘pensadores’.
O assunto já estava praticamente esgotado quando Roberto Pompeu de Toledo (Veja, Edição 2045, pág.170) brinda-nos com um artigo primoroso. Em suma, ‘A História Humana no Ninho do Pássaro’ divide as modalidades olímpicas em dois grandes grupos, aos quais tomo a ousadia de nomear: ‘Primitivo’ e ‘Emocional’.
Segundo Pompeu, ‘Primitivos’ seriam as modalidades que reencenam a luta humana pela sobrevivência: ‘a corrida tem sua origem na fuga das feras e grupos rivais; a corrida de obstáculos, na dificuldade de superar os charcos, barrancos (...); salto em altura, na tentativa de alcançar os frutos mais altos’.
Incluem-se nesse grupo também os arremessos de disco, dardo e martelo representando a invenção de armas para caça e enfrentamento de inimigos.
Se o ‘Primitivo’ lembra duros ofícios da sobrevivência – fugir, correr, enfrentar o inimigo, contornar obstáculo, etc –; o grupo ‘Emocional’ baseia-se em um patamar mais alto da evolução da espécie; a diversão, o luxo de brincar. A bola, sim, esse lúdico objeto e todas as modalidades que dela fazem uso – futebol, basquetebol, voleibol, handebol, tênis, etc –. representam esse grupo.
Analisando as provas das modalidades desses dois grandes grupos conclui-se que: o ‘Primitivo’ sempre se destacará ‘pela força, nunca pela astúcia’ e, ao contrário, no ‘Emocional’,nos esportes com bola, ‘a força é dosada, às vezes substituída pela habilidade”.
Finaliza o autor: ‘ O martelo (ou dardo) pode até provocar assombro, mas nunca provocará o sorriso. Já o drible no futebol e basquete, ou a largada no vôlei, (...) representam a intromissão do humor na competição”.
E você? Profissionalmente é ‘primitivo’ ou ‘emocional’? Lida com a concorrência com força ou inteligência? Trabalha pra sobreviver ou por alegria?
Pense... e rápido... Talvez você não tenha quatro anos antes que seu concorrente o faça.
Paulo Gimenes
Consultor de Marketing – www.letsmarketing.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.