Construção do CDP continua empacada


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SERÁ QUE SAI? - Vista do terreno onde deve ser construído o prédio do CDP de Franca, na Avenida Sidnei Romeu de Andrade
SERÁ QUE SAI? - Vista do terreno onde deve ser construído o prédio do CDP de Franca, na Avenida Sidnei Romeu de Andrade
O nome da empresa que assumiria as obras do CDP (Centro de Detenção Provisória) deveria ter sido divulgado na segunda-feira, mas um recurso, apresentado antes da sessão de abertura dos envelopes com as propostas para a construção, deve atrasar o anúncio. No último sábado, a Kallas Engenharia e Empreendimentos, empresa paulistana, decidiu contestar a apresentação de documentos feita por uma das participantes da licitação que definirá quem assumirá as obras em Franca, a Consbem Construção e Comércio. Com isso, a abertura de envelopes e conseqüente julgamento de propostas previstos para ocorrer no dia 8 tiveram que ser adiados. De acordo com gerente de novos negócios da Kallas, Alcides Santos, a Consbem não teria apresentado comprovação de ter feito obras para o segmento carcerário. “Li os documentos de todas as concorrentes e, no caso específico da Consbem, não identifiquei a comprovação de serralheria de segurança. Ela não comprovou, dentro da minha óptica, que já executou serviços de grades para presos. Então eu pedi à comissão que analisasse novamente a documentação dessa empresa”. A Consbem também foi procurada pela reportagem, mas o engenheiro responsável não estava na empresa. A justificativa foi a de que ele estava em consulta médica e não poderia atender ao telefone. A licitação de R$ 27,5 milhões para a construção da obra está novamente emperrada. De acordo com informações do site da CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços), responsável pelo acompanhamento do processo de escolha da construtora, não há nenhuma data acertada para que a abertura de propostas volte a ocorrer. O CPOS também não divulga quantas empresas estão participando da licitação. Na Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que dirigirá o CDP em Franca, ninguém quis se pronunciar sobre o recurso apresentado pela Kallas. Por e-mail, a secretaria informou que deve esperar o julgamento do recurso pela comissão de licitação da CPOS para então se pronunciar. A única afirmação é que o processo não será cancelado por conta do recurso. O delegado seccional de Franca em caráter de substituição, Wanir José da Silveira, lamentou o atraso na escolha da empresa que deve tocar as obras de construção do CDP. “Essa unidade é uma necessidade que Franca tem já há algum tempo. Só teremos a tranqüilidade maior de trabalhar em Franca, no tocante aos presos, quando o CDP estiver funcionando ou quando conseguirmos diminuir drasticamente o número de presos na cadeia. A cadeia de Franca é uma cadeia que está com mais de 200% de sua lotação”, disse.

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