Fabiano* está na República há dois meses e pode ser o primeiro dos 14 adolescentes internados na unidade a ganhar a liberdade. O jovem começou a usar drogas cedo, quando tinha apenas 12 anos. Tornou-se traficante para sustentar o vício e, aos 15 anos, já havia saído de casa. Criado pelos avós, vivia em conflito com a família.
Quando chegou à Fundação Casa, há um ano, Fabiano achou que sua rotina na instituição seria de sofrimento. “Eu pensei que era meu fim”. Mas foi surpreendido por um novo modelo de atendimento. “Eu fui tratado como gente. Conversaram muito comigo e me deram a oportunidade de mudar de vida”, disse. Hoje com 18 anos, o adolescente está prestes a se formar no curso técnico de Administração de Empresas e já faz planos para o futuro. “Quero fazer faculdade, trabalhar e dar uma vida melhor para minha família”.
Como a maior parte dos internos, Fabiano atribui o envolvimento com drogas às más companhias e não culpa os pais. “Eles sempre me trataram bem e sofreram muito com tudo isso”, disse. A mesma opinião tem Eduardo*, que aos 16 anos trocou a escola e a família pelos novos amigos: “Eu só queria ficar na rua, com os caras, mas hoje sei que estava errado”.
*Nomes fictícios para garantir o anonimato dos entrevistados
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