Policiais militares detiveram, na madrugada de ontem, o eletricista Antônio Retucci Neto, 26, acusado de ter estuprado a própria irmã no último dia 30 de agosto. Levado ao plantão, ele confessou ter feito sexo com a irmã (mas negou que tenha sido forçado) e ainda disse ser o autor de um homicídio ocorrido no ano de 2006. Neto disse que matou o comerciante José Roberto Fernandes, 43, o “Zezinho”, com uma facada no pescoço.
Após prestar depoimento, ele foi apresentado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), onde foi indiciado pelos crimes de homicídio e estupro. Sua prisão temporária por 30 dias foi decretada pela Justiça e ele foi recolhido na cadeia de Pedregulho, local considerado seguro para quem comete crimes sexuais.
Policiais militares receberam denúncias de que o eletricista Antônio Retucci estaria na casa de seus pais, numa chácara às margens da Rodovia do Engenho Queimado, que liga Franca à cidade de Ribeirão Corrente. Durante a madrugada, ele foi detido e apresentado no plantão policial.
O eletricista surpreendeu a todos ao confessar que realmente teria mantido relações sexuais com a irmã (leia texto de apoio) e ainda ter matado um comerciante.
O assassinato cometido por Antônio aconteceu na madrugada do dia 21 de outubro de 2006. A vítima, o comerciante José Roberto Fernandes, 43, o “Zezinho”, foi morta dentro de seu bar na Avenida Paulino Pucci, no Jardim Francano. “Zezinho” foi encontrado por volta das 2h30 por alguns jovens que passaram diante do estabelecimento e estranharam a porta entreaberta. Ele apresentava quatro ferimentos provocados por faca no tórax e pescoço.
A polícia vinha investigando o caso e, na época, suspeitou de vingança e crime de latrocínio. “Zezinho” era irmão de um policial militar e sua morte vinha desafiando as autoridades. Ontem, o eletricista alegou que matou o comerciante depois de uma discussão banal com duplo sentido. “Foi uma briga boba. Ele pegou a faca e encostou no meu pescoço. Eu a tomei de sua mão e matei ele”, disse o acusado.
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