A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo começa a implantar a partir de 2009 o ensino fundamental de nove anos. A norma é do Ministério da Educação, que determina que as crianças entrem mais cedo na escola. Aos 6 anos, os alunos ingressarão no 1º ano do Ensino fundamental (atual 1ª série) e não mais aos 7 anos como acontece atualmente.
Além disso, os ciclos, que hoje são conhecidos como 1ª a 8ª séries, passaram a ser denominados 1º a 9º ano. A mudança tem como objetivo dar mais tempo para o aluno aprender e ser alfabetizado. Os estudantes que, neste ano, estão na 1ª série, não entram no sistema. O novo método só vale para quem ingressar na escola no próximo ano.
A Secretaria Estadual de Educação ainda não sabe quantas crianças ingressarão no 1º ano no próximo ano letivo. Para isso, realizará até o dia 29 de setembro a matrícula antecipada (leia mais ao lado). Ao fim deste trabalho, as Secretarias Estadual e Municipal de Educação terão como planejar quantas novas salas serão abertas.
As escolas se preparam para as mudanças, pois haverá uma metodologia de ensino diferenciada. O tempo de aprendizado de cada aluno será respeitado, já que o período de alfabetização aumentará. Para receber os novos alunos, muitas unidades escolares terão que ampliar o número de salas de aula e capacitar professores. Quanto à grade curricular, ainda não está definido se haverá mudanças.
As escolas têm até 2010 para se adaptarem às novas exigências, mas algumas unidades se anteciparam. É o caso da Escola Municipal “Jarcy Araci de Mattos”, de Cristais Paulista. A direção da escola implantou o novo sistema no início deste ano. A secretária de Educação, Célia Segismundo, aprovou o método. “A falta de vagas nas creches nos levou a ser pioneiros”, disse.
Antes, as carteiras ficavam enfileiradas e, agora, ganharão mesas redondas com capacidade para seis crianças. As salas são coloridas, assim como o material pedagógico. A escola ganhou salas de música e informática.
Em Patrocínio Paulista, o secretário municipal de Educação, Elder Alves, começa a se preocupar com a mudança. “Teremos que construir mais quatro salas de aulas, sendo duas na “Luís Andrade” e na “Irmãos Matos” e ainda comprar novas carteiras”, disse o secretário que avalia a mudança como positiva.
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