Essa não é a realidade


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“Apesar de que o ato continuará, com certeza, sendo condenado moralmente pela sociedade”. Assinaria embaixo da Objetiva (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=34044) não fosse esta última frase. Não sou a favor de que mães desistam de seus filhos, mas há casos em que isso é preferível à deixá-los ao abandono, ou à criação inadequada, insuficiente. É preferível em alguns casos o Parto Anônimo onde outra pessoa assuma a criação do bebê. Como condenar moralmente uma mãe que não tem condições de criar decentemente um filho e prefere a dor de separar-se fisicamente dele entregando-o a outros para que se torne uma pessoa de bem? Como condenar moralmente uma mãe que, muitas vezes, é mãe por circunstância – ou por ter sido agredida sexualmente até pelo próprio marido (pode ser que não quisesse engravidar!), ou por falta de informação de prática de sexo seguro, ou por falta de condições financeiras para se precaver de uma gravidez – e decide entregar o serzinho inocente para quem tenha condições até mesmo psicológicas de fazer dele um ser humano? Quem pode condenar moralmente uma mãe que dando seu filho impede que ele se transforme num renegado da sociedade, num marginal, num bandido? Seria maravilhoso que todas as mães tivessem todas as possibilidades (psicológicas, materiais, financeiras, etc.) mas essa não é a realidade. Eliete Neves Betim - MG

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