Candidato também fiscaliza


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Completamos neste ano, 40 anos de luta pela democracia e pela liberdade, não só no Brasil mas no mundo todo, pois 1968 foi o ano da juventude mostrar o seu valor. Neste País, que dizem ser pacífico, o entendimento das correntes políticas nos anos 70 custou muitas vidas e nossa bandeira branca da paz foi conquistada banhada em muito sangue. Por isso cada cidadão deve zelar pela democracia e lutar que aperfeiçoá-la. Também, em respeito aos mortos que tombaram nesta luta. E os candidatos devem ser os primeiros zeladores. Assim como devem fazer, devem estar atentos e serem os primeiros fiscais, uns dos outros para evitar os excessos eleitorais, principalmente o abuso econômico. É legítimo apontar e denunciar. Além de se confrontar idéias, deve-se confrontar práticas a-tuais e passadas. Para muitos políticos, conquistar o poder é o que importa, alguns mostram que estão dispostos a tudo, até afirmam “vamos vencer, custe o que custar”. Isso é preocupante! Ser político é viver a arte do bom relacionamento. Isso requer ser organizado, bom de papo e de bastidor. E ter o dom de valorizar as pessoas. Os políticos precisam de amplificadores para exercerem seu poder, ou seja, jornalismo e jornalistas podem ser bons aliados ou grandes inimigos. Alguns políticos não restringem o corpo a corpo ao convencimento, abusam com distribuição de benesses, como cestas básicas. Algo que tem sido muito cobrado pelos eleitores atualmente é o envolvimento real do candidato com a cidade: que bens e investimentos ele tem na cidade. Muitos políticos pensam e agem como ditadores, imaginam que os eleitores lhes dão plenos poderes para agirem como eles, políticos, acharem que devem agir. Para identificar esse mau político basta ver quem o acompanha, líderes democratas atraem cabeças pensantes ao seu lado, pois não despreza opiniões alheias além de saber evitar conflitos não objetivos ou ofensivos. Já os ditadores cercam-se de ignorantes e burros. O bom político também sabe escolher seus colaboradores e delegar poder para executar tarefas, coletar informações, vigiar os adversários. O político também tem que agüentar porrada, pois sobra para todo mundo. Política não é lugar para quem tem medo. O candidato monta uma estratégia, principalmente para a defesa. E aqui se levanta cada ponto fraco e também a resposta pronta. Velocidade é vital. Porém, algo pouco explorado é o jurídico, devem colocar os advogados para gerar todo o arrazoado jurídico para se detectar erros e abusos, como pedir direito de resposta nos jornais e nas rádios e mesmo multas. Democracia se faz com respeito às leis. Mario Eugenio Saturno Tecnologista do INPE, professor do Instituto de Ensino Superior de Catanduva

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