Um acidente no quilômetro 9 da Rodovia Nélson Nogueira, conhecida como Engenho Queimado, envolvendo dois carros e uma moto, ocasionou a morte de dois lavradores de Rio Pardo de Minas (MG), que trabalhavam na colheita de café em um sítio próximo ao local do acidente.
De acordo com testemunhas, Ademilson Paulo Dias, 19, e Hélio Dias de Oliveira, 27, ocupavam uma moto CG 125 azul e faziam o sentido Franca/Ribeirão Corrente, por volta das 19h30, quando, ao tentarem ultrapassar um Pálio Weekend, teriam percebido um outro veículo no sentido oposto. Ao voltarem para a pista que seguiam, eles se chocaram com o Pálio. Com o impacto, retornaram à pista contrária e bateram de frente com um Fiat Strada que vinha no sentido oposto. Caídas no asfalto, as vítimas ainda foram atropeladas pelo Fiat.
Logo após o acidente, colegas de trabalho e alguns familiares, que também trabalhavam no sítio, que fica a cerca de 1,5 quilômetro do local do acidente, começaram a chegar ao local. De acordo com o proprietário do sítio onde os dois trabalhavam, Alfredo Miura, os lavradores estavam em Franca há dois meses.
Ademilson, que acabara de comprar a moto, pretendia voltar à sua cidade na próxima semana. “Quarta-feira agora ele ia embora. Ele comprou a moto no sábado e ia para poder levar para lá. Ele ia voltar antes de acabar o trabalho. Como já tinha conseguido o dinheiro para comprar a moto, ia embora”. Apesar de ter comprado o veículo, Ademilson não tinha carteira de habilitação.
De acordo com Alfredo, os dois voltavam para o sítio após saírem do bar Riacho Doce, ainda na rodovia. “Eles iam para lá quase todos os dias. Acabavam o serviço e iam. Nesse horário mais ou menos, eles voltavam”. O sitiante diz ainda que conhecia bastante Hélio e que os dois funcionários eram bastante queridos. “São pessoas muito boas. Um já trabalhava há muito tempo comigo. O outro faz dois meses. O Hélio vinha em uma colheita, trabalhava um ou dois meses e ia embora. Fazem duas ou três colheitas. Era conhecido meu há muito tempo”.
Sargento Ranuzzi, que atendeu à ocorrência, disse que a perícia fará a análise para levantar os detalhes de como o acidente ocorreu. “Até o momento, não temos dados que confirmem o motivo ou a causa do acidente. A polícia científica está fazendo seu trabalho para constatar o motivo real do acidente.”
O sargento disse ainda que a velocidade que os veículos estavam poderia ser um dos motivos da violência do acidente. “Nós não podemos afirmar se a velocidade estava acima ou abaixo do permitido, porque não somos peritos. Os corpos foram arremessados há uma distância longe do local do impacto, ou seja, é realmente uma pancada considerável, o que pode ser indício de que a velocidade dos veículos era alta”.
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Ranuzzi comenta ainda que uma série de irregularidades foram notadas neste caso, não só com a motocicleta, mas também com o motorista do Fiat Strada, o veterinário SNS, 28. “Constatamos que o condutor da motocicleta não tinha habilitação para a condução do veículo. Foi notada ainda a falta de licenciamento da motocicleta e uma outra situação referente a um dos outros veículos, que é a habilitação vencida”.
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