Eu não diria que os candidatos a prefeito não sabem o que fazer com a Santa Casa (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=34200). O problema é outro: se disserem que vão fazer alguma coisa, esqueçam. Na verdade, a Prefeitura não é responsável por colocar recursos na entidade. Isso é de responsabilidade do Governo Federal e sempre foi. Recursos existem e a Prefeitura é apenas gestora. Isso quer dizer que repassa dinheiro para entidades como a Santa Casa, o Hospital Allan Kardec, postos de saúde, ambulatórios, laboratórios, etc. Pode, isto sim, agir na busca de mais recursos. E tem mais: a Santa Casa também não está sob gestão do Estado. O que houve é que o Governo Estadual passou a contribuir com verba suplementar que já está sendo reduzida. O município não pode intervir na instituição – como fez o governo do Sr. Gilmar Dominici, em desastrosa época – já que isso gera ainda mais problemas. A dívida, só para lembrar, triplicou nos três anos da intervenção. Em resumo, o que falta à Santa Casa é dinheiro! Os recursos que chegam não bastam para atender Franca e as cidades da região, como tradicionalmente a instituição faz. Por último, é bom que se saiba que este tipo de problema não é só da Santa Casa de Franca. As congêneres passam pelos mesmos problemas pelo País afora.
Paulo Moura
Franca - SP
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Com todo respeito, quem está perdido é quem escreveu o artigo, menosprezando a proposta progressista e moderna do comunista Tito Flávio (candidato a prefeito em Franca). A aposta pela profilaxia e por uma política de aproximação a moradores dos bairros, com objetivos educativos é uma solução de primeiro mundo. Ensinar hábitos de higiene e alimentação permite prevenir boa parte (não todas) das doenças e assim economizar para os cofres públicos. Não conheço o candidato, mas ele conquistou minha simpatia.
Carlos Marti
Madri - Espanha
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Não importa quem é ou quem será o prefeito. O que importa é a saúde pública, que vem sendo colocada em segundo plano. Basta passar um dia só dentro da Santa Casa para verificar que é inviável seu bom funcionamento. Se todos não se unirem para dar solução à preocupação básica: se amanhã eu, minha mãe ou meu pai precisarem de atendimento para sobreviver, morrerão ou dependerão de um milagre de Deus?
Neude
Franca - SP
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Sempre manifestei minha disposição técnica e profissional com o propósito de cooperar para reduzir o déficit e a crise por que atravessa a Fundação Casa de Misericórdia de Franca. Acredito que o pior posicionamento é o de se manter distante, insensível, alheio ao problema atual. Questiono afirmações como a que segue: “Para Sidnei Rocha (PSDB) o que a Prefeitura podia fazer, foi feito. Há um ano, abriu mão de gerenciar os recursos do SUS – R$ 30 milhões por ano – encaminhados para os procedimentos de alta e média complexidade e passou a responsabilidade para o governo estadual”. Daqui para a frente, “o problema não é mais dele”; “O Estado se responsabilizou a cuidar do hospital”. Fez as afirmações em sabatina promovida pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação. Lavar as mãos é muito cômodo, porém não cria soluções ou alternativas. Entre os equívocos de gestão/administração atuais, aponto os seguintes: o SUS - Sistema Único de Saúde, é uma conjunção de recursos humanos, materiais e financeiros, compartilhados sob a responsabilidade da União Federal, dos Estados e dos municípios. Diante do exposto, a resposta aos desafios atuais não é atribuição apenas do governo do Estado de São Paulo. Outro aspecto fundamental seria a constituição de uma entidade credenciada e reconhecida como “Organização Social”, com liberdade de decisão, de fazer contratos de gestão, de admitir e demitir empregados, inclusive de dispensa de licitação. Tais instrumentos e ferramentas de trabalho são desconhecidos do debate político para a escolha do novo prefeito. Causa estranheza ver a ausência de debate sobre o tema abarcado na matéria publicada pelo prestigioso jornal ‘Comércio da Franca’, mas certamente faltam iniciativas, a exemplo da redução dos ganhos dos diretores e administradores da Santa Casa, ao mesmo tempo em que deles se deveria cobrar prestação de contas dos trabalhos realizados. Será que ninguém vai perguntar sobre a implantação de um Plano Popular de Assistência Médico-Hospitalar, Odontológica e de Medicamentos, voltados para a assistência da maioria da população em Franca? Será que o Ministério Público vai ficar apenas constatando o que ficou perdido no passado?
Aláude Soares Júnior
Economista, Brasília - DF
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