Adalberto foi preso por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) em Leme, no dia 14 de novembro, 15 dias depois de ter assassinado o cabeleireiro, graças a ligações que efetuou com o celular levado da vítima logo depois de golpeá-la com uma barra de ferro.
Na ocasião, ele era foragido da penitenciária de Itirapina - onde cumpria pena por roubo, formação de quadrilha e extorsão - e usava documentos falsos em nome de Denílson Mário da Silva. “Ele estava escondido em um rancho na região e tentou fugir quando chegamos. Tivemos que persegui-lo e dar tiros de advertência para prendê-lo”, contou um dos investigadores.
Trazido para Franca, onde aguarda julgamento, Adalberto contou em detalhes como praticou o crime. Disse que ele e o amigo João Batista Stanguini Pandieri foram contratados para matar o cabeleireiro e receberiam R$ 6 mil cada. No dia combinado, atraíram Benedito para o quintal da chácara onde morava, no Condomínio Parque das Águas, e simularam que a propriedade estava sendo roubada. Em seguida, o agrediram com golpes de barra de ferro e com uma “mão-de-pilão”, pau usado para socar cereais.
Segundo a polícia, os golpes que mataram Benedito atingiram principalmente a região do rosto, que ficou desfigurado com a violência, mas também foram encontrados ferimentos nas costas.
As informações fornecidas por Adalberto foram fundamentais para elucidação do crime, que teria sido encomendado pelo sócio da vítima, Francisco de Assis Honório, 42.
Durante a reconstituição, realizada no dia 20 de novembro, o delegado Márcio Murari o classificou como uma “pessoa fria e perigosa, que contou em detalhes como cometeu o crime, sem demonstrar nenhum arrependimento”.
Adalberto já esteve preso anteriormente por roubo, formação de quadrilha e extorsão e já fugiu da cadeia quatro vezes. Devido aos seus antecedentes, policiais armados o vigiaram o tempo todo durante a reconstituição.
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