Melhora qualitativa


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O problema da educação não se resolve apenas com recursos financeiros. Em nosso País existem muitos cursos de graduação e de pós-graduação voltados à licenciatura, o que significa grande produção científica. Mas que utilidade tem toda essa produção? Pergunto porque muitos cursos de formação continuada, ministrados pelas universidades não apresentam nada que possa oferecer um norte ao trabalho do professor. Não seria este o momento ideal para haver cobranças mais fortes sobre o ensino superior? Até quando os nossos doutores estarão confinados em seus confortáveis gabinetes, vivendo de demagogia? Toda a produção científica que muito pouco tem contribuido para o ensino não carece ser fiscalizada, ou uma CPI? Afinal, grande parte é financiada com recursos públicos. Não seria importante que os pesquisadores em seus estudos mantivessem um contado direto com as complexidades de uma sala de aula para perceberem que a situação não é tão simplista como imaginam? Não seria importante haver vontade política para fechar os cursos vagos nas universidades? Quando o País perceber que educação é uma responsabilidade de toda a sociedade que deve ser dividida com todos os segmentos sociais e não apenas o professor, estaremos dando um grande passo para uma melhora qualitativa. Dársio Franca - SP ***** Concordo com o comentário feito pelo leitor Dársio. Muito se fala em capacitação de professores, investimentos feitos na área da educação e resultados insatisfatórios; porém raramente se escuta o que os professores têm a dizer sobre os problemas da educação. Só quem trabalha em campo, ou seja, dentro da sala de aula ministrando aulas, é que conhece a educação verdadeira. Não existe teoria longe da prática e nem métodos de avaliação e pesquisa que não considerem a realidade econômica e social de uma comunidade. Recursos aplicados nesta área raramente são convertidos em remuneração para o docente. O salário do professsor é vergonhoso. Concordo que os investimentos não devem ser somente nesse âmbito, mas acredito que enquanto não se valorizar realmente o profissional que ministra aulas e também criar políticas públicas eficazes que atuem além das escolas, tudo o que se falar em investimentos públicos e resultados positivos nesta área é em vão, para não se dizer enganoso. Maria Franca - SP

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