Com uma população oscilante de 100 presas, a lotação da Cadeia de Batatais parece não interessar à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. A Vara de Execuções Penais de Batatais conhece todos os problemas da unidade, mas pouco pode fazer para obrigar o Estado a melhorar as condições da cadeia.
Há um temor, que soa quase como uma ameaça, que é melhor não mexer no problema e deixar as coisas como estão, pois se as mulheres saírem, voltarão os homens. E só de ouvir falar nisso, praticamente todos os policiais com quem a reportagem conversou tiveram reações negativas.
O Comércio teve acesso a um documento da Justiça, espécie de questionário, no qual, através de algumas perguntas, a juíza responsável pela Vara de Execuções procura saber as condições internas da cadeia. É um documento pro-forma e obrigatório, sem resultado aparente. A juíza Laura Maniglia não aceitou dar entrevista para comentar a situação da unidade que tem sob sua responsabilidade.
No documento obtido, perguntas sobre se há oficinas de trabalho, salas de aula, enfermaria e áreas de lazer e esporte ou local de visitação íntima. Também é questionado se presas condenadas ficam separadas das que estão provisoriamente detidas e se o estabelecimento possui unidade maternal-infantil. A resposta para todos os itens é não.
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