Dois homens sofreram queimaduras graves em duas ocorrências distintas registradas ontem. Um deles, o pintor Eugésio Natal Bernardes, 38, recebeu uma descarga elétrica de 13 mil volts quando trabalhava na pintura de um prédio no Jardim Tropical I. Já o desempregado Eleone Rosa, 43, teve 70% do corpo queimado após a cama em que dormia se incendiar. A polícia investiga o que teria causado o início do fogo, mas suspeita que o motivo teria sido um cigarro aceso.
Eleone não tem residência fixa e, há algum tempo, utilizava uma casa abandonada na Rua Guilherme Weith, no Jardim São Luiz, para morar. Na tarde de ontem, segundo relataram vizinhos, ele chegou embriagado, pulou o muro e foi para o quarto do imóvel de apenas três cômodos.
Pouco depois, os moradores próximos perceberam uma fumaça saindo do interior da casa. “O homem da oficina da frente e mais uma outra pessoa cortaram o cadeado do portão e entraram na casa. O Eleone estava já na porta com o corpo em chamas, cheio de fumaça. A pele dele estava arrancando (sic). Ligamos para os bombeiros e eles não vieram. Os vizinhos usaram baldes e apagaram o fogo”, disse a vizinha Roseli Rosa da Silva.
Logo depois, uma viatura do resgate do Corpo de Bombeiros esteve no local e socorreu a vítima semiconsciente para a Santa Casa. Relatos dos bombeiros dão conta de que o desempregado teve queimaduras de segundo grau. De lá, ele foi encaminhado para o setor de queimados do Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto, onde continua internado em estado grave.
FIAÇÃO
O outro acidentado, o pintor Eugésio, trabalhava no beiral da laje de um prédio no Jardim Tropical por volta das 9h45, quando encostou nos fios da rede primária de abastecimento de energia. A energia dos imóveis foi suspensa por causa do contato do pintor com a fiação. De acordo com informações, ele estava no telhado do prédio e pintava encostado no beiral, com a cabeça para baixo.
Ao levantar, ele teria encostado no fio, o que teria provocado um estouro e o pintor foi jogado em uma marquise, a três metros de onde estava. Ao cair na marquise, que teria amortecido o tombo, Eugésio caiu novamente, desta vez, para o chão, de uma altura de quatro metros. Ele foi levado para a Santa Casa pelo resgate do Corpo de Bombeiros com queimaduras pelo corpo e, à tarde, já havia sido encaminhado para um quarto do hospital, após ser medicado.
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