Viúva acusa polícia de não se empenhar


| Tempo de leitura: 1 min
Ao saber que a reportagem esteve em Ituverava, a viúva do delegado Carlos Roberto Rodrigues, Ivone Rodrigues, 45, ligou no dia seguinte para fazer um desabafo. Segundo ela, o marido, após saber que a funcionária em que mais depositava confiança usou sua senha para cometer ilícitos, teve sua saúde abalada, com avanço no quadro de câncer do qual já era portador. “Meu marido morreu de desgosto. Quando soube o que tinha acontecido, sua saúde piorou dia após dia”, afirmou Ivone Rodrigues, por telefone. “Todos os dias ele fazia eu prometer que conseguiria provar sua inocência. É o que estou tentando fazer desde outubro de 2006, mas tudo está lento e há pessoas que não estão se empenhando em resolver o caso porque há participação desses policiais”. O recado da mulher de Rodrigues foi dirigido ao outro delegado, Juscélio da Silva, que teria ficado encarregado pela Corregedoria da Polícia Civil de fazer as novas investigações orientadas pelo Ministério Público. Para ela, o delegado age com morosidade. Já o policial, acredita que suas críticas sejam motivadas pelo inconformismo da perda do marido. “Tenho muita amizade com ela e não entendo suas queixas. Tudo o que me foi pedido, foi feito. Não tenho nada comigo mais. Nunca presidi o inquérito e, a bem da verdade, cheguei em Ituverava muito tempo depois dele ter sido iniciado”, relatou o delegado Juscélio da Silva. “Talvez esteja faltando tempo para poder me encontrar com a dona Ivone e explicar o que está sendo feito”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários